Torres Vedras

Festival de Música Antiga de Torres Vedras encerra 8.ª edição com balanço positivo

21.07.2026

Imagem do concerto

O Festival de Música Antiga de Torres Vedras terminou no passado dia 12 de julho. A oitava edição do mesmo foi dedicada à música renascentista e barroca, com especial enfoque na obra de J.S. Bach. A recente edição do evento, a qual aliou o património histórico à descentralização cultural, contou com a participação da atriz Sandra Celas e percorreu várias igrejas e capelas do Concelho.

O programa musical do oitavo festival torriense de música antiga foi composto por quatro concertos. A abertura decorreu a 20 de junho na Igreja de Nossa Senhora da Nazaré, na Fonte Grada, com o espetáculo No Altar e no Trono - A Música Sacra nas Cortes Ibéricas, interpretado pelo grupo Galante Real — constituído por Eunice d’Aguiar (soprano), José Rui Fernandes (flauta barroca) e Tiago Matias (teorba).

Uma semana depois, a Igreja de Nossa Senhora da Luz, na Carvoeira, acolheu o concerto intimista Teclados barrocos vs Poesia no feminino. O espetáculo promoveu um diálogo entre o órgão de Daniel Oliveira e o cravo de Tadeu Filipe, que serviu de fundo à poesia de Sophia de Mello Breyner declamada pela atriz Sandra Celas.






A 5 de julho, a Capela do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos (no Barro) recebeu as Grandes Árias do Barroco. O Alma Veteras Ensemble — composto por Mariana Castello-Branco (soprano), Raquel Cravino (violino barroco), Duncan Fox (violone) e Daniel Oliveira (cravo) — interpretou na ocasião árias sacras e profanas. O concerto terminou com uma homenagem às vítimas dos recentes sismos ocorridos na Venezuela.

O encerramento da edição de 2026 do festival deu-se a 12 de julho na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda e São Lourenço, no Ramalhal, com o concerto Música Antiga para palheta livre: Harmónio e acordeão. Protagonizado por João Santos (Orgue-Célesta construído no séc. XIX por Alphonse Mustel) e Paulo Bernardino (acordeão), o espetáculo incluiu uma intervenção surpresa com sanfona e a atuação do Coro Juvenil da Cidade de Torres Vedras, que apresentou três temas sacros, o primeiro em formato de flashmob.

Como já é habitual no festival, todos os concertos contaram com a contextualização histórica dos espaços, assegurada por Joaquim Moedas Duarte, da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras.


 

Além da música, no âmbito do VIII Festival de Música Antiga de Torres Vedras o Convento da Graça acolheu duas atividades no período da manhã: a 27 de junho, a terapeuta Filipa Marcelino e Carmo orientou a sessão de relaxamento “Método Feldenkrais com música de Bach”; e, a 4 de julho, realizou-se a palestra “O movimento da música antiga em Portugal & património histórico”, com intervenções de Tiago Manuel da Hora (INET-md/Universidade Nova de Lisboa) e Joaquim Moedas Duarte.

Para Daniel Oliveira, diretor artístico do festival, esta edição do mesmo caracterizou-se pela “frescura e ousadia da programação, colocando o passado a dialogar com o presente”. O responsável sublinhou a elevada afluência de público e a “simbiose perfeita entre as igrejas históricas, o público e os músicos”, definindo a iniciativa como um festival “interativo, próximo, de todos e para todos”.

O Festival de Música Antiga de Torres Vedras é uma organização da Câmara Municipal e, na sua recente edição, contou com o apoio das paróquias e juntas de freguesia do Concelho, para além de com a parceria institucional da Antena 2, do Coro Juvenil da Cidade de Torres Vedras e da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras.

Última atualização: 21.07.2026 - 12:15 horas
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