Agenda
Manucure
Teatro / Performance
Até 28 de março 2014
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21h30 às 22h30
Evento já ocorrido
Local: Teatro-Cine de Torres Vedras
Destinatários: maiores de 12
Sinopse:
Carta de Sá-Carneiro a Pessoa, em 1915: «Para mim basta-me a beleza – mesmo errada, fundamentalmente errada. Mas beleza: beleza retumbante de destaque e brilho, infinita de espelhos, convulsa de mil cores – muito verniz e muito ouro: teatro de magia e apoteose...».
É com «olhos delicados, refinados, esguios e citadinos», numa autocaracterização onde se entrecruzam a ambição modernista, a pose esteticista e uma singular identificação com o feminino, enunciada desde logo pela metáfora organizadora do poema, o verniz, que o sujeito poético de «Manucure» se nos apresenta.
O verniz representa a dimensão cultural, civilizada, expressa pelas imagens refinadas, depois transformadas na brutalidade da indústria e do comércio modernos: gritos, delírio selvático. Mas o verniz representa igualmente o trabalho existente na «estética futurista», a «nova sensibilidade tipográfica», uma outra beleza metamorfoseada. É, pois, neste envernizamento diverso, que o sujeito lírico termina no mais absoluto frenesim que está para lá da verbalização.
Agradecimentos:
Agradecemos à poetiza Ana Luísa Amaral a amabilidade de nos ter autorizado usar excertos do seu ensaio sobre ”MANUCURE”, publicado em “SÉCULO DE OURO, ANTOLOGIA CRÍTICA DA POESIA PORTUGUESA DO SÉCULO XX”, Organização de Osvaldo Silvestre e Pedro Serra, Angelus Novus Editora e Edições Cotovia, Lda, Lisboa, 2002.
Ficha Técnica
Autor: Mário de Sá-Carneiro
Conceção e Interpretação: João Grosso
Beater (Músico): Jorge Albuquerque
Desenho de luz: José Carlos Nascimento
Som e vídeo: Rui Dâmaso
Apoio à Direção de cena: Pedro Leite
Lotação: 400
acesso a público com mobilidade condicionada
Preço: 3
Horário de funcionamento
Em dias de espetáculo:
De quinta-feira a sábado: a partir das 18h00
Exceto espetáculos ao domingo à tarde: uma hora antes do espetáculo
Av. Tenente Valadim, n.º 19
2560 Torres Vedras



