Agenda
Orquestra de Câmara Darcos
Temporada Darcos 2026
9 de maio de 2026 | sábado
|
18h30
Local: Museu do Dinheiro, Lisboa
Esta atividade integra o(s) programa Temporada Darcos 2026 - 19.ª edição
Resultado de uma encomenda (2000) do Centro Cultural de Belém, o Concerto para Violino e Orquestra In Memoriam Luigi Nono foi originalmente escrito por Nuno Côrte-Real (1971) para um ensemble instrumental (cordas, sopros, piano e percussão), sendo posteriormente adaptada para orquestra de cordas, versão que hoje estreia. Trata-se de uma homenagem ao compositor italiano Luigi Nono (1924-1990), figura destacada da vanguarda musical europeia da 2ª metade do séc. XX. No 1.º andamento, Gioco del silenzio [Jogo do Silêncio] ressoa a famosa frase do compositor veneziano “Entrei, e continuo a entrar, em muitos labirintos de dúvida e incerteza, arriscando o silêncio”. O 2.º andamento, Perpetuum mobile [Movimento Perpétuo], recupera o título da obra de Arvo Pärt, escrita em 1963, e dedicada a Nono, concluindo o concerto com a dolente Litania [Ladaínha]. Ainda que se desconheça o ano e o local de composição, é comummente aceite que o Concerto para violino, BWV 1042, foi escrito por Johann Sebastian Bach (1685-1750) entre 1717 e 1723, período em que o compositor era Kapellmeister da Corte de AnhaltKöthen. Ao contrário do que era prática no espaço cultural alemão, Bach adotou o modelo de concerto veneziano, três andamentos, rápido-lento-rápido, em que o 1.º andamento vive do diálogo constante entre o instrumento solista e a orquestra (ritornello), o 2.º como momento de exacerbado lirismo e o 3.º andamento, como momento de exibição do virtuosismo do solista, assente num ritmo ternário, próximo de uma dança.
As Duas Melodias Elegíacas, op.34, para orquestra de cordas, foram escritas em 1880, por Edvard Grieg (1843-1907), sendo dedicadas a Heinrich von Herzogenberg (1843-1900), partindo de duas das 12 Melodias, op.33, para voz e piano, com poemas do poeta norueguês Aasmund Olavsson Vinje (1818-1870).
Figura incontornável da composição para cinema, Bernard Herrmann (1911-1975), natural de New York, mas de ascendência ucraniana, passaria à História como o autor da banda sonora do inquietante filme Psycho (1960) de Sir Alfred Hitchcock (1980), em particular, os lendários motivos estridentes da cena do esfaqueamento. Quando questionado sobre o que pretendia transmitir, Herrmann respondeu, laconicamente: “Terror”. Escrita para orquestra de cordas, um som “a preto e branco”, como o compositor gostava de realçar, a banda sonora original viria a ser revista em 1968, e transformada numa suite, Psycho: Uma Narrativa para Orquestra de Cordas.
Programa
Nuno Corte-Real (1971)
Concerto para Violino e Orquestra In Memoriam Luigi Nono op. 10 B (estreia absoluta da versão para orquestra de cordas)
I. Gioco del silenzio
II. Perpetuum mobile
III. Litania
J. S. Bach (1685 – 1750)
Concerto para violino e orquestra e m Mi maior, BWV 1042
I. Allegro
II. Adagio
III.Allegro assai
pausa
E. Grieg (1843 – 1907)
2 Melodias Elegíacas, Op. 34
I. O coração ferido
II. A última primavera
B. Herrmann (1911 – 1975) PSYCHO - suite para orquestra de cordas
I. Prelude
II. The City
III.The Rainstorm
IV. The Madhouse
V.The Murder
VI. The Swamp
VII.The Water
VIII. The Stairs
IX. The Knife
X. The Cellar
XI. Finale
Jordan Hadrill, violino
Nuno Corte-Real, maestro
ORQUESTRA DE CÂMARA DARCOS
Entrada gratuita, mediante inscrições.
Inscrições: info.darcos@gmail.com
Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras, Teatro-Cine de Torres Vedras e Darcos - Associação Cultural
Atividade Gratuita



