Agenda
Europa Sinfónica I – London Mozart Players
Temporada Darcos 2026
10 de abril de 2026 | sexta
|
21h00
Local: Centro Cultural de Belém - Pequeno Auditório, Lisboa
Destinatários: M/6
Esta atividade integra o(s) programa Temporada Darcos 2026 - 19.ª edição
Num gesto recorrente da "Temporada Darcos", teremos a oportunidade de ouvir a orquestra de câmara mais antiga do Reino Unido, a London Mozart Players, fundada em 1949 pelo eminente violinista e maestro Harry Blech (1910-199), com um programa, que reúne 3 obras emblemáticas de Côrte-Real (1971), Shostakovich (1906-1975) e Mozart (1756-1791). Encomenda da Orquestra Metropolitana de Lisboa, e dedicada ao compositor e maestro Pedro Amaral, a Abertura Concertante, op.45 (2013) de Nuno Côrte-Real (1971) baseia-se no poema Chuva Oblíqua de Fernando Pessoa (1888-1935), escrito a 8 de Março de 1914, e publicado no ano seguinte, no 2.º e derradeiro número da revista Orpheu. A languidez spleen que percorre a VI parte do poema, assim como as vívidas memórias de uma infância evocada, são assumidas, musicalmente, por um conjunto de cores de pendor expressionista, numa sucessão de ambientes quase hipnóticos, que derivam de um diálogo entre o piano e orquestra.
O Concerto n.o1 para Violoncelo e Orquestra, em Mib maior, op.107, de Dmitri Shostakovich foi escrito entre junho e julho de 1959, para o mítico violoncelista Mstislav Rostropovich (1927-2007), sendo estreado a 4 de outubro de 1959, em Leningrado [São Petersburgo], com Rostropovich e a Orquestra Filarmónica de Leningrado, sob a direção de Yevgeny Mravinsky (1903-1988). O concerto tem uma estrutura incomum, o 1.º andamento corresponde à primeira parte e os restantes andamentos à segunda parte. O Allegretto inicial é profundamente dramático, seguido de um 2.º andamento, etereamente doce, concluindo num diálogo entre a celesta e o violoncelo. Segue-se a Cadenza, a cadência do solista e o último andamento, Allegro con moto, síntese do material musical anterior.
Entre junho e agosto de 1778, Wolfgang Amadeus Mozart escreveria um derradeiro tríptico sinfónico: as sinfonias n.o 39, 40 e 41. Completada a 10 de agosto, a Sinfonia n.41, K.551, passaria à História com o cognome Júpiter, o rei dos deuses da mitologia romana (e o nome do maior planeta do Sistema Solar). Incomparável no seu género, pela mestria absoluta no domínio da forma, da inventividade melódico-harmónica, e do genial contraponto que se vai desenrolando ao longo dos extraordinários 4 andamentos (particularmente o último, verdadeiro tour de force pela sua robusta monumentalidade, concluindo com uma fuga a cinco vozes de proporções antológicas), a Sinfonia n.41 assenta numa forma de pensar a expressividade musical já além do estilo Clássico, apontando para soluções que, anos mais tarde, e já pela mão de Ludwig van Beethoven (1770-1827), viriam a ser denominadas por Romantismo.
Programa
N. Côrte-Real (1971)
Todo o teatro é um muro branco de música, Op. 45
D. Shostakovich (1906 – 1975)
Concerto para Violoncelo e Orquestra No1, em Mib maior, Op. 107
I. Allegretto
II. Moderato
III. Cadenza (attacca)
IV. Allegro con moto
W. A. Mozart (1756 – 1791)
Sinfonia No41 “Júpiter”, em Dó maior, K. 551
I. Allegro vivace
II. Andante cantabile
III. Menuetto. Allegretto - Trio
IV. Molto allegro
Ficha Técnica
Filipe Quaresma, violoncelo
Nuno Côrte-Real, maestro
LONDON MOZART PLAYERS
Bilhetes nos locais habituais
Organização: Câmara Municipal de Torres Vedras, Teatro-Cine de Torres Vedras e Darcos - Associação Cultural
Preço: Sob consulta



