Torres Vedras

Arquivo da Casa Hipólito

É objetivo primordial deste Arquivo facultar a todos os técnicos, público em geral, investigadores, profissionais e comunidade escolar, independentemente do grau académico, informação sobre o património empresarial da Casa Hipólito.

Pretende-se preservar e promover o valor patrimonial e social do arquivo da Casa Hipólito como garante principal para aqueles que procuram informação sobre a temática da indústria no Concelho de Torres Vedras.

 

Arquivo Documental e Técnico da Casa Hipólito

O Aquivo Documental e Técnico da Casa Hipólito integra o Museu Municipal Leonel Trindade. São documentos, plantas e desenhos que constituem a reconstituição da história do conhecimento e da laboração daquela que foi a maior empregadora do Concelho de Torres Vedras nas décadas de 50 a 90.

A Casa Hipólito foi uma das muitas empresas que não resistiu à modernização, à globalização e, quiçá, à má gestão deixando, aquando da sua falência, 600 trabalhadores no desemprego.

O Arquivo Documental e Técnico encontra-se em fase de inventariação.

Espólio

  • Registo de marca de Pulverizador
  • Esquentador H250
  • Fogões a petróleo
  • Interior da fábrica
  • Pulverizadores Gobet e Vermorel
  • Prensa Hidráulica para vinhos
  • Fatura de 1932

 

Comendador António Hipólito

A história da vida de António Hipólito inicia-se no ano de 1900.
Fundou em Torres Vedras uma pequena indústria de utensílios para o trabalho nas vinhas, com o nome: Casa Hipólito, Lda. Assim, em 1910 inicia a produção de pulverizadores em cobre baseados nos sistemas franceses "Gobet" e "Vermorel" e que se viriam a impor no meio comercial português.

António Hipólito, empreendedor por natureza, dedica-se à construção de prensas, bombas, entre outros, alargando assim o leque de utensílios.

Por volta de 1933, já com o apoio dos filhos, a Casa Hipólito dedica-se à produção de fogões e lanternas a petróleo, objetos que o nosso país, à data, importava em larga escala. A constante expansão da fábrica e a sua importância social e económica é reconhecida pelo Governo Português quando, em 1931, é atribuída a António Hipólito a "Comenda da Ordem de Mérito Agrícola Industrial". Em 1942, por motivos de saúde, o Comendador António Hipólito é forçado a ceder o lugar de Diretor ao filho mais velho, António Hipólito Júnior, que com os seus irmãos e cunhados tomam o comando daquela empresa.

A Casa Hipólito, Lda, levou além-fronteiras o nome da Cidade de Torres Vedras, desde França, Itália, Turquia, passando pela Síria e terminando no Brasil e Malásia.