Torres Vedras

Repovoamento do Alcabrichel com ruivacos do Oeste contou com a presença da Ministra do Ambiente

15.04.2011

Dulce Pássaro durante a ação de repovoamento do Alcabrichel com ruivacos do Oeste

O ruivaco do Oeste voltou ao rio Alcabrichel no dia 27 de março.

 

Nesse dia foram libertados cerca de 400 desses peixes nesta via fluvial (perto do Ramalhal), no decorrer de uma ação que contou com a presença da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, da Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Carmo, do Governador Civil de Lisboa, António Galamba, do Presidente da Câmara Municipal, Carlos Miguel, do Vice-Presidente da QUERCUS, Francisco Ferreira, e do presidente da UNICRE, Fernando Adão da Fonseca.

 

 

No dia 14 de abril foi libertada uma outra quantidade semelhante de ruivacos no Alcabrichel, num troço do mesmo situado entre o Ramalhal e a Abrunheira.

 

De referir que o ruivaco do Oeste é uma espécie de peixe de água doce endémica (exclusiva) de Portugal que está em perigo de extinção, tendo os peixes libertados resultado de um projeto de reprodução em cativeiro, que está a ser levado a cabo em Campelo (Figueiró dos Vinhos) e no Aquário Vasco da Gama.

 

A intervenção de reintrodução do ruivaco no Alcabrichel teve início em 2009 com a reabilitação de um troço deste rio, o que passou pela realização de ações de remoção de infestantes (nomeadamente de cana), estabilização das margens, instalação de vegetação, diversificação do leito, construção de fundões no mesmo que conservem água no verão e criação de leitos de cascalho adequados à desova.

 

A iniciativa insere-se no compromisso de redução e compensação da pegada ecológica da UNICRE, pelo que esta empresa apoiou financeiramente a intervenção. A mesma envolveu também a QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o Município, a Junta da Freguesia do Ramalhal, proprietários locais, o Centro de Biociências do ISPA – Instituto Universitário, o Aquário Vasco da Gama, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e a EDP.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico