Torres Vedras

Recomendações para o novo Ano Hidrológico

19.10.2018

O mês de outubro marca o início do novo Ano Hidrológico. É nesta altura do ano que as reversas hídricas atingem o seu mínimo e começa o período mais chuvoso. Assim, ao iniciar-se o novo Ano Hidrológico, o Serviço Municipal de Proteção Civil recomenda a tomada de algumas medidas de precaução.


1. Instabilidade de taludes ou deslizamentos motivados pela perda de consistência do solo

1. Acautelar, por parte dos agricultores, aquando da preparação dos terrenos, os devidos sistemas de drenagem superficiais, nomeadamente a criação e abertura de valas drenantes em zonas de maior declive, orientadas com curvas de nível e direcionadas para uma regueira de cabeceira;

2. Identificação dos taludes de maior inclinação onde mais abruptamente pode ocorrer uma rutura;

3. Observação do funcionamento das estruturas de escoamento e das estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, etc.);

4. Especial atenção aos taludes onde ocorreram incêndios florestais que, no caso de perda do coberto vegetal e, consequentemente perda de consistência, estão mais propícios a movimentos de massa.


2. Inundações em zonas urbanas causadas por acumulação de águas pluviais

1. Verificação da funcionalidade dos sistemas de drenagem;

2. Limpeza e desobstrução de sumidouros, sarjetas, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas;

3. Desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais ou varandas e limpeza de bueiros, algerozes e caleiras dos telhados das habitações.


3. Arrastamento para a via pública de objetos soltos, desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte

1. Verificação de todas as estruturas que, pelas suas características (dimensão, formato, altura desde o solo, resistência ao vento), possam ser facilmente arrastadas ou levantadas dos seus suportes, procurando garantir que resistam aos ventos fortes.

2. Nos casos em que tal seja impossível, assegurar a facilidade de remover/desmontar essas estruturas, guardando-as em locais seguros sempre que se prevejam/ocorram ventos fortes.


4. Cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios

1. Desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento;

2. Limpeza de linhas de água assoreadas;

3. Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso nas proximidades das linhas de água;

4. Recolha ou trituração dos resíduos de atividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água;

5. Reparação de desmoronamentos nas margens das linhas de água de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos.


Recorde-se que a limpeza dos troços de linhas de água localizadas fora dos aglomerados populacionais é da responsabilidade dos proprietários dos terrenos confinantes com essas mesmas linhas de água.

A ação preventiva constitui a estratégia mais eficaz para minimizar os efeitos deste tipo de eventos, devendo cada indivíduo assumir a sua cota de responsabilidade

voltar ao topo ↑