Torres Vedras

Gestão florestal sustentável no concelho foi alvo de balanço e projeção

09.04.2018

Na mais recente reunião do executivo municipal foi efetuado um balanço dos últimos 10 anos de “gestão florestal sustentável no concelho” e perspetivado o futuro do território nessa área.

O respetivo documento apresentado na ocasião recorda a constituição da Comissão Municipal de Defesa da Floresta e do Gabinete Técnico Florestal em 2005, bem como da equipa municipal de sapadores florestais em 2009, para além da elaboração do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (aprovado em 2015) e do Plano Operacional Municipal (anual) e da criação das Zonas de Intervenção Florestal Este e Oeste bem como de nove planos de gestão florestal para produtores.

Esse documento refere também que nos últimos 10 anos foram executados 12.284 ha de faixas de gestão de combustível, havendo necessidade de executar 4.166 ha, 3.176 por proprietários particulares. Informa também que desde 2007 foram efetuadas mais de 5 mil notificações para a execução desse tipo de intervenções e realizadas 16 execuções coercivas. Recorda igualmente que em atividades de sensibilização ambiental relacionadas com a respetiva temática registaram-se cerca de 34 mil participações, tendo sido plantadas e distribuídas cerca de 50 mil plantas e distribuídas anualmente aproximadamente 1800 árvores autóctones.

O documento aponta ainda perspetivas para a próxima década em três eixos: resiliência do território aos incêndios florestais; adaptação às alterações climáticas; e promoção da gestão sustentável da floresta.

No âmbito do primeiro sugere a promoção e reconversão dos povoamentos florestais de eucalipto e pinheiro no interface urbano/florestal; a implementação de um plano de fogo controlado como forma de gestão de combustível em locais estratégicos; a implementação de faixas de gestão de combustível em torno da rede viária municipal, de aglomerados populacionais e habitações isoladas; a constituição de mais duas equipas de sapadores florestais; a constituição de mais uma equipa de bombeiros de intervenção permanente; e a utilização de novas tecnologias para fiscalização e apoio à decisão.

Já no que se refere ao segundo eixo é referida a necessidade de potenciar a diversificação da produção agrícola e florestal face à alteração das condições edafoclimáticas resultantes das alterações climáticas; combater a degradação dos ecossistemas naturais e promover a aposta nas folhosas nativas, que apresentam normalmente condições menos favoráveis à propagação de incêndios florestais; garantir uma maior informação, sensibilização e transferência de conhecimentos entre os agentes do setor; e garantir apoio técnico às juntas de freguesia para arborização das suas propriedade incultas.

Por fim, o terceiro eixo prevê o incentivo e dinamização da certificação florestal; a promoção e uso de boas práticas de gestão/exploração florestal; a reconversão das áreas municipais arborizadas com eucalipto por espécies autóctones; a criação de um programa de incentivo à arborização com espécies autóctones na reconversão de povoamentos de eucalipto e terrenos incultos; o desenvolvimento de um plano de comunicação e sensibilização sobre as faixas de gestão de combustível; e a instalação de uma central de biomassa.