Torres Vedras

Paisagem protegida

Conteúdos desta página

  1. Enquadramento
  2. Património Natural
  3. Património Cultural
  4. Turismo de Natureza


Enquadramento

A Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira (PPLSSA) abrange cerca de 1192 hectares e distribui-se maioritariamente pela Freguesia do Turcifal e pela União das Freguesias de Dois Portos e Runa, englobando ainda pequenas áreas da Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães. A sul confina com o concelho de Mafra onde se desenvolve a encosta Sul da Serra do Socorro.

A PPLSSA destaca-se da envolvente em termos de relevo e é composta pelas Serras do Socorro e da Archeira, Serra da Galharda e Serra do Monte Deixo. Esta área constitui um local onde se verifica a presença de elementos com valor patrimonial em termos naturais, históricos, culturais e paisagísticos.

Este território é um destino por excelência para a prática de turismo de natureza e pode ser visitado a pé ou de bicicleta pelos vários percursos que o atravessam.

A gestão da PPLSSA, integrada na Rede Nacional de Áreas Protegidas, é responsabilidade da Câmara Municipal de Torres Vedras.


Património Natural

No património natural, destacam-se as estruturas vegetais com cercais (áreas com carvalho-cerquinho) e matagais, mosaico agrícola e florestal e estruturas ripícolas (i.e. da margem dos cursos de água) em diversos estádios de equilíbrio, onde ocorrem com frequência orquídeas. Em termos da flora, refira-se a existência de espécies com estatuto de proteção legal como o narciso e o lírio amarelo e plantas com elevado valor patrimonial como a rosa albardeira e o tomilho. Quanto à fauna, salienta-se a diversidade de espécies de pequenos mamíferos, borboletas e aves. Na área é possível observar fósseis do Cretácico Superior e troncos fósseis, de interesse científico, museológico e didático.


Flora

Caracterizada por estruturas vegetais com cercais e matagais, mosaico agrícola e florestal, estruturas ripícolas em diversos estádios de equilíbrio ao longo das linhas de água, onde espécies como orquídeas ocorrem com frequência.

Espécies com estatuto de proteção legal: arabis sadina, iberis procumbens, lírio-amarelo, maios- -do-campo, junco, narciso, campainhas-amarelas, salgueiro-branco, borrazeira-branca, silene longicilia, azevinho-menor, gilbardeira, erva-dos-vasculhos, erva-azeitoneira, tomilho-peludo, tojo-da-chouveca e tojo-gatunho.

Plantas com elevado valor patrimonial: carrasco- -da-arrábida, carrasco-arbóreo, carrasqueira, arabis lusitanica boiss, rosa-albardeira, orquídea, bocas-de-lobo, erva-bezerra, papões, ulex airensis, tojo-durázio, falso-açafrão, orégão-maior, avena, tomilho, abrunheiro e ameixeira-brava.


Fauna

Na PPLSSA podem observar-se várias espécies de aves existentes no Concelho (melro, pintarroxo, pintassilgo, verdilhão, rouxinol, andorinha-dos-

-beirais, pisco-de-peito-ruivo, bico-de-lacre, gaio, andorinha-das-chaminés, gaivota, trigueirão, pardal, rabirruivo-preto, cartaxo, chamariz, rola, estorninho, toutinegra-de-cabeça-preta e poupa), mas também espécies distintas daquelas como o mocho galego (Athene noctua), águia de asa redonda (Buteo buteo), fuinha dos juncos (Cisticola juncidis), gralha preta (Corvus corone corone), peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), galeirão-comum (Fulica atra), picanço real (Lanius meridionalis), cotovia dos bosques (Lullula arbórea), alvéola comum (Motacilla alba), chapim azul (Parus caeruleus) e a felosa-musical (Phylloscopus collybita).

Relativamente aos mamíferos encontram-se indícios das seguintes espécies: ouriço (Erinaceus europaeus), geneta (Genetta genetta), fuinha (Martes foina), texugo (Meles meles), toupeira (Talpa occidentalis), raposa (Vulpes vulpes) e algumas colónias de coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) que tem estatuto de Quase Ameaçado (NT) na Lista Vermelha da UICN.

Na PPLSSA também se identificam espécies de borboletas, pertencentes a 7 famílias: Sphingidae, Arctiidae, Hesperiidae, Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae e Nymphalidae. A maioria são borboletas diurnas (Lepidoptera, Rhopalocera) com destaque para Papilio machaon, Iphiclides feisthamelli, Zerynthia rumina, Thymelicus sylvestris, Pieris brassicae, Pieris rapae e Colias croceus.

 
Paleontologia

Tronco fóssil de Araucária

Na povoação da Cadriceira localiza-se um tronco fóssil de Araucária, correspondente ao Jurássico Superior Português, dado como um dos troncos de maior dimensão desta espécie quando descoberto em 1908. Trata-se de uma porção de tronco de uma Araucária, silicificada, com 20 metros de comprimento e 1,30 de diâmetro, segundo as descrições publicadas.

A presença deste fóssil é considerada de grande valor em termos científicos, didáticos e museológicos.

 

Fósseis do Cretácico Superior: evidências de antigos mares

Na Serra da Archeira encontram-se expostos sedimentos pertencentes ao Cretácico Superior, onde se registam vários grupos de fósseis de invertebrados, em particular moluscos cefalópodes, bivalves e gastrópodes, que demonstram uma clara influência marinha, correspondendo a momentos de avanço do mar sobre o continente.


Património Cultural

Ermida de Nossa Senhora do Socorro

No topo da Serra do Socorro, erigiu-se, em inícios do séc. XVI a Ermida de Nossa Senhora do Socorro conservando-se ainda elementos arquitetónicos manuelinos, nomeadamente o alpendre, a abóbada da nave e o portal lateral Sul.

Dada a sua elevação, foi um dos locais escolhidos para a implantação de um telégrafo durante a Guerra Peninsular, em 1810, permitindo a comunicação entre os postos da 1.ª e 2.ª Linhas de Torres Vedras. O Povoado da Serra do Socorro e a Capela de Nossa Senhora do Socorro encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público.

Este local é palco de uma importante romaria em 5 de agosto e é também um dos miradouros naturais com maior relevância na Região Oeste. O Centro Interpretativo da Serra do Socorro encontra-se instalado na área anexa à Ermida e contém uma área expositiva sobre a História e Património da Serra do Socorro, as Comunicações Visuais na Guerra Peninsular e o Telégrafo da Serra do Socorro.


Forte da Archeira

O Forte da Archeira, localizado num local estratégico do sistema defensivo das Linhas de Torres (obra militar n.º 128), é uma estrutura de grande dimensão que pertencia à Primeira Linha Defensiva, a par com os fortes de Catefica e Feiteira, localizados um pouco mais a norte, cujo objetivo seria a defesa dos vales de Ribaldeira e Runa. Apresenta um perímetro de 436,48 m e uma área de cerca de 9.534,44 m2, estava munido com seis bocas-de-fogo (calibre 12) e uma guarnição de 500 homens. Apesar de não possuir canhoneiras, no seu interior existem vestígios do que aparenta ser um paiol semienterrado. Integra o conjunto das Fortificações das Linhas de Torres Vedras classificadas como Monumento Nacional.

Forte da Feiteira

O Forte da Feiteira, de dimensão média (obra militar nº 129), apresenta um perímetro de 287,5 m e uma área de cerca de 5.901 m2 e estava munido com 13 canhoeiras, seis bocas-de-fogo (seis de calibre 9 e três de calibre 12) e uma guarnição de 350 homens. O fosso tem escarpa e contra escarpa em alvenaria e os travezes interiores bem definidos, com cama em alvenaria. Integra o conjunto das Fortificações das Linhas de Torres Vedras classificadas como Monumento Nacional.


Forte de Catefica

O Forte de Catefica está integrado na Primeira Linha de Defesa e está localizado a norte dos Fortes da Feiteira e Archeira. Obra militar n.º 130, é uma estrutura de pequena dimensão, constituída por 15 canhoneiras e travezes, tendo no seu interior um moinho, que provavelmente terá sido utilizado como paiol. Integra o conjunto das Fortificações das Linhas de Torres Vedras classificadas como Monumento Nacional.


Moinhos de vento

O moinho de vento de torre fixa em alvenaria e tração por sarilho é o tipo de moinho mais característico da região Oeste e a sua presença é frequente na PPLSSA.

O edifício, de forma cilíndrica, é uma construção robusta de pedra e cal, com uma base de cerca de cinco metros e meio de diâmetro e quatro metros e meio de altura. O topo é coberto por uma estrutura de madeira com tábuas, serapilheira ou lona, revestida a alcatrão - o capelo. No interior podemos observar o sarilho, mecanismo que permite rodar a copa do moinho e o mastro conforme a orientação do vento. O mastro é composto por oito velas de pano e cerca de doze a quinze búzios.


Turismo de Natureza

GR - Grande Rota Linhas Torres

Percurso pedestre circular criado no âmbito da Rota Histórica das Linhas de Torres, que abrange o território dos seis municípios que formam a Plataforma Intermunicipal das Linhas de Torres (PILT). O troço concelhio de Torres Vedras, tem uma extensão total de 112kms, é formado por dois troços circulares e permite conhecer as principais edificações das Linhas de Torres, bem como os recursos naturais, culturais e patrimoniais do Concelho. O troço circular entre o Forte S. Vicente e a Serra do Socorro tem 46km e atravessa a PPLSSA, sendo possível visitar os Fortes de Catefica, da Feiteira e da Archeira.


PR9 TVD
Rota dos Encantos - Turcifal

Percurso pedestre circular de 22 km que tem início junto à Igreja Matriz do Turcifal e segue, entre vinhas, em direção ao Dolce Campo Real, passando pelos campos de golfe até chegar à Cadriceira. Sobe à Serra do Socorro, onde se situa a Ermida de N. Sra. do Socorro, e passa pela Serra do Monte Deixo e a localidade do Furadouro até chegar ao Forte da Archeira. Na Serra da Archeira o percurso prossegue pela cumeada sobranceira à A8, passando pelo Forte da Feiteira e Forte do Catefica. Segue um dos trajetos mais bem preservados do caminho militar que desce em direção à Mugideira antes de regressar ao Turcifal. Esta rota tem como variantes o percurso circular PR9.1 TVD de cerca de 14 km e o percurso circular PR9.2 TVD de cerca de 11 km.


Rotas da Serra do Socorro e da Archeira

Percursos pedestres circulares na PPLSSA que permitem aos pedestrianistas observar a paisagem e conhecer o património natural e cultural da área protegida. O grau de dificuldade é médio e os percursos têm uma extensão aproximada de 10 km (Archeira) e 11 km (Socorro).


Eco-Caminho da Serra do Socorro

O Eco-Caminho faz a ligação entre o Turcifal e o alto da Serra do Socorro, com um total de aproximadamente 5,7 km. O Eco-Caminho passa em diversos pontos de interesse como a Quinta do Manjapão, o empreendimento Dolce Campo Real, Capela de Santo António na Cadriceira e a Ermida de Nossa Senhora do Socorro. Neste percurso existem três observatórios de aves.


Ecotrilhos

O concelho de Torres Vedras oferece condições privilegiadas para a prática do turismo de natureza em bicicleta, seja em bicicleta todo o terreno (BTT) ou em simples passeio turístico. Este território de características tradicionalmente rurais possui percursos com envolventes de elevada beleza natural e paisagística, ótimos para pedalar com os amigos e com a família.

O Concelho dispõe de três ecotrilhos que permitem percorrer em bicicleta os melhores pontos de interesse junto ao mar, no campo e na serra. O Ecotrilho 1 liga Torres Vedras à PPLSSA, num percurso circular de 40 km, com uma altitude acumulada de 1000 m e oferece vistas de 360º sobre o património natural do Concelho e atividades ligadas ao mundo rural.


Pista Downhill

A Pista de downhill (descida de percursos muito inclinados em bicicleta) tem início no topo da Serra do Socorro, percorre uma extensa área de eucaliptal e termina no sopé da Serra. Esta pista apresenta declives acentuados e um grau de dificuldade considerável, tem sido alvo de várias provas nacionais e é utilizada frequentemente como pista de treino.


Birdwatching

Na PPLSSA existem dois observatórios de aves situados na Serra do Socorro que são complementados por outro observatório de aves situado próximo da Quinta do Manjapão.

Os observatórios de aves permitem ao visitante descobrir e identificar várias espécies de aves e desfrutar da riqueza do património natural e cultural da área protegida.


Centro Interpretativo da Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira

O Centro Interpretativo da PPLSSA constitui um equipamento de apoio à gestão da paisagem protegida local, dinamizador de diversas atividades e Polo promocional de produtos locais. O equipamento localizado na Cadriceira, freguesia do Turcifal, contém um auditório que é utilizado para a realização de diferentes atividades educativas e culturais e como espaço expositivo sobre a área protegida. Na Loja de Produtos Locais é possível disfrutar de diversos produtos gastronómicos caraterísticos (bolos, doces, biscoitos, bolachas, compotas, licores) que podem ser acompanhados por um bom vinho de Torres Vedras.


Mapa da PPLSSA

Mapa da APPSA


Documentos


Horário de Funcionamento 

Dias úteis: 9h30 às 12h30 | 14h30 às 16h30
Sábados e domingos: 10h00 às 13h00 | 14h00 às 18h00

Visitas guiadas
Sábado: 15h00
Domingo: 10h00

  • As visitas guiadas são gratuitas
  • Percurso com início e fim no Centro Interpretativo das Serras do Socorro e Archeira


Contactos

Centro Interpretativo da Paisagem Protegida Local das Serras do Socorro e Archeira

Largo da Juventude, Cadriceira

2565-779 Turcifal

Telefone: 912 574 317

E-mail: areaprotegida@cm-tvedras.pt

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