Torres Vedras

Agenda

"A sonata da Chiesa barroca e clássica"

8 de junho de 2019 | sábado | 21h30

Música I Festival de Música Antiga de Torres Vedras

Evento já ocorrido

Local: Igreja da Graça, Torres Vedras

O presente programa sugere-nos uma autêntica viagem pela música de câmara do barroco e classicismo, privilegiando o género "Sonata da Chiesa", traduzindo "Sonata de Igreja".

Este género foi muito cultivado na Europa, sobretudo nos países de tradição católica como Itália, Portugal e Espanha, sendo um género instrumental presente na liturgia.

Numa formação de trio sonata (dois violinos e baixo contínuo), escutaremos sonatas dos mais emblemáticos compositores destes dois períodos riquíssimos da história da música: o barroco e o classicismo.

Haendel, Mozart, Albinoni e Domenico Zipoli, são alguns dos nomes que poderemos escutar neste concerto absolutamente impar, num contexto de interpretação historicamente informada.

Zofia Pajak, Violino
Zofia Pajak Mendanha nasceu na Polónia numa família com tradições musicais e começou a estudar violino aos seis anos de idade. Concluiu o curso de conservatório com a avaliação de 18 valores e seguiu a sua formação na Escola Superior de Música pela qual é licenciada em performance. Foi lhe atribuída uma bolsa de estudo da UE que lhe possibilitou estudar na Hochschule für Musik und Theater Leipzig, na Alemanha, onde obteve a pós-graduação de Músico de Orquestra. Posteriormente tirou o mestrado em ensino de música pela Escola Superior de Música de Lisboa.

No âmbito de música erudita tem-se apresentado em Portugal, Alemanha, Espanha, Itália, Argentina, Macau, China, colaborando com as orquestras Berliner Symphoniker, Mendelsohnkammerorchester e Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfónica Portuguesa, entre outras. Como membro de orquestra fez gravações com solistas e maestros de renome mundial e com o seu duo com a pianista Teresa da Palma Pereira gravou recitais para a Rádio Antena 2.

Recentemente formou um duo com a harpista Emanuela Nicoli. É professora de violino no Conservatório Nacional e no Instituto Gregoriano de Lisboa.

Marcos Lázaro, Violino
Natural de Cascais. Inicia os estudos de música aos sete anos na classe de violino de Marie Louise Fischer e de Dov Bartov na Grundmusikschule Arlesheim na Suíça onde obtêm um 2º prémio de músicos juvenis dessa mesma instituição. Em Basileia, frequenta a Jugendsinfonie Orchester der Régio com o maestro Albert E. Kaiser realizando inúmeros concertos em toda a Suíça, Alemanha, Alsácia, Liechtenstein, Itália e Áustria.

Em 1997, regressa a Portugal onde ingressa na Escola Profissional de Música de Almada (EPMA) na classe de Inês Barata e na classe de música de câmara de Jan Schabowski. Participa no primeiro Estágio Nacional de Orquestra da APROARTE no EUROPARQUE sob direção do Maestro Ernst Schelle. Licenciou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) onde estudou com Katchatour Amirkhanian e posteriormente com Aníbal Lima. Frequentou ainda as classes de música de câmara de Olga Prats e Irene Lima. Frequentou inúmeras masterclasses com Zakhar Bron, Orest Shourgot, Galina Turtchninanova, Stefan Kamilarov, Sergei Kravchenko, Boris Kuniev, Jiri Tomasek entre outros.

Participa nos estágios de interpretação "Nova Musica" orientados pelo maestro Wolfgang Niessner na Universidade de Aveiro. Frequentou cursos de música de câmara com Vaclav Bernasek (Kocian Quartet) e Avidis Kouyoumdjian (Musikhochschule Wien).

Colabora regularmente como músico convidado na Orquestra da fundação Gulbenkian, Orquestra de Câmara da Sinfonieta de Lisboa, Orquestra "Pedro Álvares Cabral", Orquestra de Câmara de Cascais-Oeiras (OCCO) e Orquestra de Câmara da cidade de Braga. Atuou como concertino na Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP) sob a direção do Maestro e Marimbista Pedro Carneiro, e na Orquestra do Ginásio Ópera, sob direção de Kodo Yamagishi, Nuno Dario e de Jean Sebastien Béreau.

Colaborou com a Camerata Vianna da Motta, com direção artística de Irene Lima e com algumas orquestras semi-profissionais na Suiça, tendo-se apresentado a solo sob a direção de vários maestros, entre os quais o Maestro Mark Kolliger, Alfred Brenner e Albert Keiser.

Lecionou violino, naipe e música de câmara na Escola Profissional de Artes de Mirandela (EPAM) onde, em 2005, teve a oportunidade de interpretar a solo o concerto em Ré-Maior de Tchaikovsky com a Orquestra Sinfónica da EPAM e sob a batuta do Maestro Pedro Neves.

Lecionou também no Conservatório de Cascais. Participou no Projeto "Haydn" com o Quarteto Lacerda com o qual interpretou metade dos quartetos de J. Haydn para a RDP. Leciona violino no Instituto Gregoriano de Lisboa.

Daniel Oliveira, órgão/cravo
Natural de Alenquer, Daniel Oliveira é diplomado em Musicologia pela Universidade Nova de Lisboa, licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa sob orientação de João Vaz e mestre em Pedagogia do Órgão pela mesma instituição. Frequenta a licenciatura em cravo na Escola Superior de Música de Lisboa, sob orientação de Ana Mafalda Castro.

Tem realizado inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar a temporada de Música de São Roque (Lisboa), Festival de Música de Mafra, Festival Internacional de Órgão de Faro, Festival Internacional de Órgão de Santarém, Festa da Música do Centro Cultural de Belém, Festival Internacional de Órgão de Cantábria (Espanha), Festival Internacional de Música "Pórtico del Paraíso" (Galiza) e Ciclo internacional de Organo e Meditaciones de Sevilla.

Apresenta-se regularmente como organista e cravista inserido em grupos de referência tais como o Quarteto Tempus, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfónica Juvenil, Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa, Flores de Música e Capella Joanina.

Nos seus estudos de órgão e cravo, trabalhou e contactou com personalidades como Graham Barber, Luigi Ferdinando Tagliavini, J.L.Gonzalez Uriol, Javier Artigas, Kristian Olesen, Ketil Hausgand, Gerhard Doderer e Elisabeth Joié.

Daniel Oliveira é professor de Órgão, Iniciação Musical, Baixo-contínuo e Música de Câmara na Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues (Torres Vedras), Atelier de Órgão de Torres Vedras e Salesianos de Lisboa.

É membro do Trio Ars Eloquentae, dirige o agrupamento barroco Magnificat desde 2013 e detém a titularidade dos Órgãos Históricos da Igreja da Misericórdia em Torres Vedras e Igreja Matriz de Oeiras.

É diretor artístico do Ciclo de Órgão de Torres Vedras e da temporada de música antiga da mesma cidade. Participou na gravação de dois cd`s com os agrupamentos Capella Joanina e Flores de Música, com música sacra do compositor português Francisco António de Almeida.

Vânia Moreira, Violoncelo

Vânia Moreira nasceu no Porto e integrou a classe de violoncelo da professora Isabel Delerue no Conservatório de Música dessa cidade. Prossegue os seus estudos na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART) nas classes do professor Miguel Rocha e Catherine Strynckx, onde concluí a Licenciatura em violoncelo, Mestrado em Performance e Mestrado em Ensino da Música.

Frequentou masterclasses com Márcio Carneiro, Agnès Vesterman, Michel Strauss, Xavier Gagnepain, Susanne Müller-Hornbach, Eduardo Vassallo, Paulo Gaio Lima, Jed Barahal, Filipe Quaresma e Pavel Gomziakov; participou ainda como ouvinte em masterclasses com Natália Shakovskaya e com Anne Gastinel.

Colaborou com várias orquestras, entra as quais Jeune Philharmonie Franco-Allemande, Camerata Nov’Arte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Ibérica, Orquestra de Câmara de Almada.

Em 2011, participa no I Concurso – Jovens Intérpretes de Música Antiga, sendo o seu grupo de música de câmara um dos grupos premiados. Em 2012, obtém o 2º lugar no Concurso Folefest na categoria Música de Câmara.

Atualmente leciona no Projeto Orquestra Geração e na Academia de Música de Almada.


Atividade Gratuita


O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras realiza-se, de 4 de maio a 8 de junho, nas igrejas e espaços históricos do concelho de Torres Vedras.

Olhando a riqueza patrimonial existente na região oeste, Torres Vedras apresenta-nos neste quadro histórico, um conjunto de obras arquitetónicas impregnadas de beleza e espanto.

O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras aparece também como uma resposta de revitalização e valorização de todo esse património histórico existente nos vários locais do concelho de Torres Vedras, aliando a música da época praticada de forma historicamente informada, à beleza da arquitetura e acústica desses mesmos espaços.

Temos também neste Festival, a oportunidade de divulgar um repertório bastante diverso, sacro e profano, adaptado ao espaço, dando a conhecer ao grande público compositores e obras fascinantes da cultura europeia desde a idade média até ao pré-classicismo.

Apresentando concertos de elevada qualidade que tipicamente ouvimos nas grandes salas de concertos, este festival tem a particularidade de apresentar músicos de renome, bem como repertório de compositores como Bach, Vivaldi, Mozart entre outros, em igrejas e espaços das várias aldeias do concelho. Tornando assim a música antiga acessível a todos e para todos, este é um autêntico evento com “música fora do lugar”, fazendo destas localidades autênticos cenários de recriação histórica.

Relevando a formação e educação pela arte, todos estes concertos serão comentados e contextualizados, apresentando também instrumentos e práticas típicas das várias épocas da histórica da música.

Que este Festival seja marcante para as comunidades, numa autêntica “Festa da Música”, unindo património, educação, pessoas e locais, numa elevação dos mais nobres valores humanos.

Os concertos terão a duração de 45/50 minutos. No início do concerto haverá uma breve contextualização histórica do espaço.


Direção Artística: Daniel Oliveira 
Parceiros institucionais: Paróquias e juntas de freguesia envolventes; Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues

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