Torres Vedras

Agenda

Viagem com alaúde e flauta travessa

Até 4 de maio | 21h30

Música I Festival de Música Antiga de Torres Vedras

Evento já ocorrido

Local: Igreja de Santa Susana, Maxial

No dia 4 de maio, às 21h30, realizar-se-á o concerto "Viagem com alaúde e flauta travessa", na Igreja de Santa Susana, no Maxial.


1719 – 2019: 300 anos da passagem de D. Scarlatti por Lisboa

Em 1719 D. Scarlatti viajou de Roma para Lisboa a convite de D. João V. Passados 300 anos, celebramos em 2019 a sua presença, influência e testemunho que tanto contribuiu para a italianização da vida musical portuguesa de setecentos. Scarlatti mestre da Capella Giulia da Basílica de S. Pedro era um prestigiado músico e compositor, trocaria em 1719 este importante cargo pelo desafio da coroa portuguesa, nomeadamente professor dos Infantes, onde se destacou a Princesa Maria Bárbara de Bragança (futura Rainha de Espanha). Das suas mais de 550 sonatas e essercizi apenas 8 não são para cravo solo, mas para um instrumento melódico (não especificado) e baixo continuo. Hoje estão devidamente identificadas no seu catálogo pelo musicólogo R. Kirkpatrik “K”; 73, 77, 78, 81, e 89-­91. Neste concerto apresentamos K81 e K89 com a flauta como solista. Teremos também a apresentação das obras K391 e K14 numa versão para alaúde barroco. No mesmo ano que nasceu Scarlatti outro grande mestre nasceu; G. F. Handel. As suas carreiras estiveram sempre muito próximas, tendo Handel estado em Roma por 3 ocasiões, entre 1707 e 1709. Voltamos a nossa atenção para Handel e a sua sonata em Lá Menor HWV 362. Composta em 4 andamentos Larguetto; Allegro; Adágio; Allegro, aqui numa versão para flauta e alaúde, menos usual, mas resultando num equilíbrio bem conseguido entre os dois instrumentos: flauta e alaúde. Ainda em torno do ano de 1719, apresentamos um compositor menos conhecido, o qual nasceu em Recife (Brasil) nesse mesmo ano; Luís Alvares Pinto (1719-­1789). Foi dos primeiros músicos brasileiros a ter a possibilidade de estudar em Lisboa, tendo posteriormente regressado a Recife e assumindo o cargo de mestre de capela da Igreja da Nossa Senhora do Livramento e da Catedral de S. Pedro dos Clérigos, ambos em Recife. Da sua obra será apresentado Muzico e Moderno Systema para Solfejar sem Confuzão (Recife, 1776), as lições nº 22, 23, 24 e 25.

 

Alexandre Andrade, Flauta Barroca

Natural de Souto, concelho de Maria da Feira, é professor auxiliar do I.S.E.I.T-­Viseu, Instituto Piaget (Portugal), professor convidado da Universidade Federal de Alagoas e Universidade Federal da Bahia (Brasil) e professor de flauta no Conservatório de Música da JOBRA (Portugal). É Licenciado em Ensino de Flauta Transversal (Universidade de Aveiro) em 1995, na classe de Pedro Couto Soares, realizou o Mestrado em Performance na Irlanda (Waterford Institute of Technology) em 1997, tendo estudado música antiga com Rachel Brown. Doutorou-­se em Música (Universidade de Aveiro) em 2005.

Em novembro de 2013, no âmbito do programa Erasmus ministrou uma master classe e seminário no Real Conservatório Superior de Música de Madrid para as classes de Traverso e Flauta Moderna.

Em setembro de 2016, concluiu o Mestrado em Interpretação -­ Música Antiga -­‐ Traverso, na ESMAE (Porto) na classe do professor Olavo Barros. Também trabalhou em Orquestra Barroca com os professores Pedro Sousa e Silva, Ana Mafalda Castro, Benjamim Chénier e Marco Ceccato. Membro fundador dos agrupamentos Ensemble Ars Iberica, Iberian Ensemble e Ventos do Atlântico tem realizado concertos e formação na área da Música Antiga em Portugal continental, Açores, Espanha e Brasil.

Vinicius Perez, Alaúde Barroco

Nasceu no Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais aos seis anos de idade, tocando guitarra clássica. Depois de terminar os seus estudos de guitarra, ele decidiu concentrar-se nos instrumentos antigos de cordas beliscadas, com particular ênfase no alaúde. Depois de estudar fontes históricas e literatura específica de alaúde (do início do século XVI até o final do século XVIII), frequentou a prestigiosa Schola Cantorum Basiliensis na classe de Hopkinson Smith, uma das maiores autoridades do mundo em instrumentos de cordas beliscadas.

Vinícius Perez apresenta-se regularmente como solista e como acompanhador, por exemplo, com a Kammerphilharmonie Graubünden, o Konzert Theater Bern, Renate Steinmann (Zürcher Barockorchester) e o Bach Collegium (Freiburg). O seu primeiro CD a solo, "The Galant Lute", é o resultado da sua pesquisa em prática de performance historicamente instruída e do seu desejo de possibilitar que o público moderno experimente o som encantador, galante e colorido do alaúde através de um repertório original e inédito.

Grupo: Camerata Galante, Grupo de Música Antiga


Atividade Gratuita


O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras realiza-se, de 4 de maio a 8 de junho, nas igrejas e espaços históricos do concelho de Torres Vedras.

Olhando a riqueza patrimonial existente na região oeste, Torres Vedras apresenta-nos neste quadro histórico, um conjunto de obras arquitetónicas impregnadas de beleza e espanto.

O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras aparece também como uma resposta de revitalização e valorização de todo esse património histórico existente nos vários locais do concelho de Torres Vedras, aliando a música da época praticada de forma historicamente informada, à beleza da arquitetura e acústica desses mesmos espaços.

Temos também neste Festival, a oportunidade de divulgar um repertório bastante diverso, sacro e profano, adaptado ao espaço, dando a conhecer ao grande público compositores e obras fascinantes da cultura europeia desde a idade média até ao pré-classicismo.

Apresentando concertos de elevada qualidade que tipicamente ouvimos nas grandes salas de concertos, este festival tem a particularidade de apresentar músicos de renome, bem como repertório de compositores como Bach, Vivaldi, Mozart entre outros, em igrejas e espaços das várias aldeias do concelho. Tornando assim a música antiga acessível a todos e para todos, este é um autêntico evento com “música fora do lugar”, fazendo destas localidades autênticos cenários de recriação histórica.

Relevando a formação e educação pela arte, todos estes concertos serão comentados e contextualizados, apresentando também instrumentos e práticas típicas das várias épocas da histórica da música.

Que este Festival seja marcante para as comunidades, numa autêntica “Festa da Música”, unindo património, educação, pessoas e locais, numa elevação dos mais nobres valores humanos.

Os concertos terão a duração de 45/50 minutos. No início do concerto haverá uma breve contextualização histórica do espaço.


Direção Artística: Daniel Oliveira 
Parceiros institucionais: Paróquias e juntas de freguesia envolventes; Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues

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