Torres Vedras

Agenda

Mozart e Schumann

Até 27 de setembro | 17h00

Música Mozart e Schumann

Evento já ocorrido

Local: Hotel Dolce Campo Real

Segundo o seu primeiro biógrafo, Mozart acordou com o editor Franz Hoffmeister a composição de três quartetos com piano, género pouco usual durante o classicismo vienense, pensando num público amador que pudesse executá-los.

Mozart compôs o Quarteto com piano k. 493 com maior complexidade do que seria desejável, pensando-o mais para uso próprio. Schumann escreveu o Quarteto para piano e cordas op. 47 no ano de 1842 (na sua produção, o ano dedicado à música de câmara) quando em conjunto com sua esposa Clara, dedicava os serões a estudar trios e quartetos de Mozart e Beethoven, modelos nos quais se inspirou. O andamento lento oferece-nos uma das mais românticas melodias de Schumann, protagonizada pelo violoncelo.



W. A. Mozart (1756 – 1791)
Quarteto com piano, em Mib Maior, K. 493
I. Allegro
II. Larghetto
III. Allegretto

R. Schumann (1810-1856)
Quarteto para piano e cordas em mi bemol maior (op. 47)
I. Sostenuto Assai – Allegro Ma Non Troppo
II. Scherzo: Molto Vivace
III. Andante Cantabile
IV. Finale: Vivace


Ensemble DARCOS


Atividade Gratuita


Integrado em TEMPORADA DARCOS 2020. Outras datas:

  • Concerto de Natal 12 de dezembro de 2020 | sábado | Salão Oceano do Hotel Golf Mar, Porto Novo
  • Concerto de Natal 13 de dezembro de 2020 | domingo | Igreja de São Francisco, Alenquer

"A Música fala por si – mas será que ainda nos diz alguma coisa? É inegável que, na atualidade, a vida musical vive uma vida anacrónica, concentrada nos repertórios do passado e nas mesmas obras que são tocadas repetidamente. Essa existência extemporânea, desfasada da realidade atual, converteu o espetáculo musical numa experiência museológica. Mas, e a música de hoje? E os compositores vivos? Há uma desproporção gritante entre a ínfima quantidade de obras modernas programadas e a abundância de obras canónicas eternamente repisadas. Imagine-se uma vida literária em que continuássemos obsessivamente a editar e ler Balzac, Camilo ou Victor Hugo, e desprezássemos o António Lobo Antunes, a Hélia Correia, o José Luís Peixoto!

Posto isto, gostava de deixar aqui um alerta para a necessidade urgente da música da tradição clássica se reinventar e se aproximar do espírito universal e eclético que hoje nos define. Filha de Mnemosine, a música é a arte do tempo por excelência, e exprime exemplarmente o tempo da memória e da nostalgia humana, mas para nós que estamos vivos, o tempo conjuga-se no presente. Não no passado, nem no futuro, mas no presente. Os devaneios futuristas de Wagner ou as quimeras proféticas de Schoenberg, não passam disso mesmo, utopias, mas na realidade refletem as aspirações do espírito progressista que definia a sua época e a sua atualidade. Sejamos também nós atuais, sejamos modernos e reinventemos um presente à nossa imagem. Quando olhamos para o passado vemos que a música deu provas de uma constante renovação, soube acompanhar o devir das sociedades e participar na construção do real. Dos tempos revolucionários de Beethoven, ao decadentismo fin de siècle da época de Debussy, a música foi efetivamente uma arte do presente e soube construir a sua própria contemporaneidade.

A programação da Temporada Darcos 2020 reflete o nosso modesto contributo para des-ritualizar e revitalizar a vida musical, através do cruzamento de géneros, das fusões e da renúncia ao complexo de austeridade (ou antes, complexo de complexidade) que afetou negativamente a arte musical a partir de meados do século XX. Esta edição atravessará fronteiras – Hungria, Inglaterra e Itália – e incluirá uma série de concertos com grupos e solistas tão prestigiados como o Ensemble Darcos, a Orquestra da Ópera Estatal da Hungria, a Orquestra da Toscana, Ana Quintans, Sérgio Azevedo ou Maria João, entre muitos outros. O meu desejo é que esta década que agora começa nos possa trazer novos ventos e transformar a música atual num «novo classicismo», um classicismo irreverente, um classicismo Pop, um fenómeno fresco e sedutor que possa reanimar a vida musical e, quem sabe, lançar a semente do futuro." Nuno Côrte-Real, diretor artístico



Direção Artística: Nuno Côrte-Real
Consultor: Afonso Miranda
Textos: Susana Duarte
Produção Executiva: Sofia Teixeira
Assistente de Produção: Ricardo Ventura
Coordenação de Projetos: Manuel Lima
Relações Públicas e Assessoria de Imprensa: Débora Pereira
Contabilidade: Luís Silvestre
Imagem gráfica: Olga Moreira (a partir de fotografias de Jorge Carmona)
Comunicação e Imagem: Câmara Municipal de Torres Vedras



Organização
Câmara Municipal de Torres Vedras | Teatro-Cine de Torres Vedras | Temporada Darcos

Estrutura financiada por
Ministério da Cultura | DGArtes

Apoio Institucional
Câmara Municipal de Lisboa | Câmara Municipal de Alenquer | Camões - Instituto da Cooperação e da Língua

Parceiros
CCB | ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa | Museu do Dinheiro

Apoio à Divulgação
Antena 2 | Turismo de Lisboa | Turismo Centro Portugal 

Hotel Oficial
Hotel Golf Mar 

Apoio
Oeste Portugal | Dolce CampoReal Lisboa

Última atualização: 01.09.2020 - 12:00 horas
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