Programa Pedagógico - Câmara Municipal de Torres Vedras

Teatro-Cine

Oficina de Cartazes para Manifestações contra o Mau Teatro

19 de fevereiro de 2027 | sexta
10:30 às 12:00
de Humberto
Teatro-Cine de Torres Vedras

de Humberto
Faixa(s) etária(s) ensino secundário, adultos

Tempo de colocar a palavra em marcha. Começamos por fazer aquecimento da voz e das rotações, porque as palavras por vezes ficam bloqueadas nos calcanhares, nos ombros e até nos joelhos, se o corpo fica parado muito tempo. Vamos olhar a escrita como uma ginástica, como uma forma de esculpir ideias, poemas e manifestos, que depois são cantados e escritos - ora em pequenas folhas (chamadas de panfletos), ora em folhas grandes para toda a gente ler (a que chamamos cartazes). Depois vamos ainda ensaiar uma marcha, um protesto a várias vozes, com esses cartazes que vão ocupar parte da rua e invadir o início do concerto do Mau Teatro.

Oficina no âmbito do concerto Mau Teatro de Humberto

Sobre o álbum Mau Teatro (2025)

Humberto lançou em outubro de 2025 o álbum de originais MAU TEATRO. Com uma sonoridade
indie-folk, popular, influenciada pela música tradicional e fado, Humberto propõe-nos um álbum com várias peças inspiradas no absurdo quotidiano - na esfera da política e nas relações amorosas. Remete para um universo íntimo, obscuro e ao mesmo tempo permeável à luz. Fala de solidariedade e de resistência. A falha, o drama, a alegria e a catarse em igual medida alimentam as canções deste álbum, e dão continuidade a algumas das vozes do trabalho anterior A DEMOLIÇÃO DAS CASAS (EP 2021).


Do álbum MAU TEATRO, saíram já três singles acompanhados de videoclipes. O primeiro foi Peça
Triste, que aborda o crescimento do populismo, e a forma como se encena e se persegue a conquista do poder. O segundo foi FOLA, que significa, na expressão popular dos pescadores, “mar bravo”. Trata-se de uma música com espírito popular, com uma espinha interventiva sobre a solidariedade entre a gente que cresce e vive do mar, força e delicadeza impressa na paisagem de Peniche. Também perto da água, em Setúbal, filmou o Creme, um dos temas sobre o espectáculo pobre que se imprime no desencontro amoroso.


Humberto, já este ano, foi distinguido com o prémio Revelação atribuído pela Rádio Futura nos
FuturAwards, e entregue por Vitorino, no dia 7 de Abril, culminando também com um concerto na
Culturgest. Foi também nessa gala nomeado para as categorias de melhor artista solo de 2025, melhor
canção (Peça Triste) e melhor álbum (Mau Teatro).

Nota Biográfica - Humberto

Nascido nas Caldas da Rainha, Humberto estudou e lecionou no mestrado de Performance Making, na Goldsmiths College, em Londres, e foi aí que co-fundou a banda Orchestra Elastique, com quem tocou internacionalmente em festivais, museus e cinemas. Com este coletivo fez a banda sonora para o filme A Fallible Girl (2013) realizada por Conrad Clark (com estreia e concerto no Festival Internacional de Cinema de Roterdão,) lançou um EP e dois álbuns. Colaborou em performances e instalações sonoras com o compositor Allard van Hoorn, no festival Lisboa Soa, em 2016, e na abertura do MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia,) em 2017. Para o coreógrafo Gustavo Ciríaco fez a sonoplastia para última versão da peça Gentileza de um Gigante, no Festival Todos, em Lisboa, e Walk and Talk, nos Açores, e a composição sonora de Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos, na edição de 2018 do Festival Alcântara, no Teatro D. Maria II. Escreveu, dirigiu e compôs a música de The Camus Incident, performance site-specific finalista do Oxford Samuel Beckett Theatre Trust Award e co-produzida pelo Barbican, o solo Holding Nothing, A Morte da Audiência, Peças, entre outros. É também membro e fundador da banda CATARATA.

Na performance, em 2008 fundou com Borja Sagasti a companhia de teatro e performance Gazpacho Unlimited, efetuando uma série de peças em Inglaterra e na Europa, com um foco na dramaturgia e interação do público, que incluiu 2 Divide (2009) (nomeada para o prémio de melhor performer do Dublin Fringe). Fez várias peças em colaboração com o escritor e dramaturgo Rui de Almeida Paiva, das quais se destacam a peça de teatro imersivo O Sequestro (2018), A Vila (2019) e Peça para Intervalos (2021). É co-editor da revista de arte contemporânea Wrong Wrong e trabalha também como curador e programador em vários projetos e instituições.