Vinhos & Adegas - Turismo
As
terras de Torres Vedras são, essencialmente, de policultura. No entanto, a
vinha, que se espalha por todas as encostas, ocupa nelas um lugar cimeiro. A
vitivinicultura é o grande trunfo entre as actividades dos Oestinos.
A
tradição vinícola remonta, pelo menos, ao tempo da colonização romana. Já então
a região fora eleita zona privilegiada para o cultivo da vinha, atitude que
prevaleceu até aos nossos dias.
Os vinhos brancos e tintos são conhecidos e apreciados por toda a parte, sendo
considerados dos melhores que se produzem em Portugal.
A cultura metódica da vinha, como planta de grande valor comercial, à cabeça das produções locais, parece ter-se instalado na região em meados do século XVIII, salientando-se, desde logo, face aos demais cultivos. Datam, também, dessa época as primeiras referências à entrada destes vinhos nos circuitos comerciais.
Rompendo as barreiras da sua área restrita, passaram a ser distribuídos em Lisboa e, depois, romperam as fronteiras da exportação para o Oriente e para a França e Inglaterra, o que parece ter acontecido já no séc. XIV, momento que muitos cronistas fixam como início da exportação dos vinhos portugueses.
A abertura dos mercados externos determinou o alargamento da área da vinha, feito sobretudo à custa da conversão de terrenos incultos ou bravios. Essa expansão acabou por incrementar a fixação populacional e reforçar os contactos e os laços com outras regiões. Tudo isso conduziria, por sua vez, à criação de uma nova dinâmica social e, por necessidade de um centro logístico-comercial, a maior polarização de toda a zona vinhateira em torno da antiga TURRES VETERAS.
Em 1980, ano vinícola normal, o vinho produzido nesta região foi da ordem dos 2,2 milhões de hectolitros, qualquer coisa como mais de 1/5 do total nacional de vinhos comuns.
O Oeste constitui, por tal motivo, a região que, em todo o país, maior quantidade de vinhos produz, por unidade de superfície e por habitante, sendo Torres Vedras o primeiro produtor nacional de vinhos.




