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Carnaval de Torres 2012

Igreja de São Pedro (séc. XVI) - Monumentos

Classificada monumento nacional, reconstruída no século XVI, fachada com um portal tipo manuelino com decoração de influência renascentista que é encimado pelas armas de D. João Ill e de D. Catarina de Áustria.

A porta de madeira, (1712) e de almofadas altas, com pregaria. Na parede exterior norte há uma porta lateral quinhentista, de cornijas e aletas. A outra porta, de tipo manuelino provém de uma capela do Turcifal.

O Interior é de três naves de quatro tramos, cujos arcos redondos assentam em colunas, com capiteis toscanos.

A capela-mor é separada da nave por uma teia seiscentista de pau preto e por uma pequena zona cujas paredes são revestidas de azulejos de ponta de diamante do século XVII.

Apresenta grande variedade e riqueza de azulejos de diversas épocas, desde os verdes e brancos quinhentistas (que cobrem as naves laterais) e os de tapete do século XVII, ate aos painéis do século XVIII, como os da capela lateral da Senhora da Boa Hora.

Esta capela é coberta por abobada em caixotões de pedra, pintados a fresco, e nela se pode apreciar uma tela do século VII, figurando a "Imaculada Conceição", envolvida por relíquias de Mártires.

O altar, hoje de N.ª Senhora de Fátima, do século XVIII tem colunas torsas e capiteis corintios.

No último tramo na nave central, junto da capela-mor, os arcos são, pelo seu lavor, ainda de feição manuelina.

Esta Igreja possui algumas esculturas notáveis dos séculos XVII e XVIII, nomeadamente: "S. Pedro" e "S. Paulo"; "N. Senhora da Conceição S. Joaquim" e "Santa Ana".

Na sacristia podem admirar-se duas tábuas quinhentistas e a sala que comunica com a sacristia: a casa da Irmandade dos Clérigos. Possui tecto de madeira dourada e policromada, onde se encaixam as quatro telas dos Evangelistas. (por Bernardo de Oliveira Góis).

Apresenta ainda silhares de azulejos do século XVIII, de cercaduras barrocas, com assuntos tirados de gravuras do pintor espanhol Cláudio Coelho.

Lateralmente, quatro telas dos "Doutores da Igreja Latina", provenientes provavelmente de autor setecentista.

A portinha do Sacrário possui um alto-relevo de Cristo ressuscitado, em minuciosa escultura estofada.

O baptistério tem uma pequena abóbada de meia-laranja e uma fonte de pedra quinhentista, resguardada por uma grade de ferro, de lanças, (1719).

Ainda de ferro, mas do século XVI, conserva-se a grade na escada da torre sineira.

Finalmente, referência para a arca sepulcral metida num edículo manuelino. Lavrada em pedra da região, à direita, no transepto, onde se encontram os restos mortais de João Lopes Perestrelo, fidalgo da corte de D João II, companheiro de Vasco da Gama numa das suas viagens a índia, e instituidor do morgadio da Quinta do Espanhol (Dois Portos).

Junto ao púlpito a lápide de Luís Mousinho de Albuquerque que foi morto em Torres Vedras, em 1846 na batalha entre as tropas do Conde de Bonfim e do Duque de Saldanha.

 


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