Torres Vedras

Olá setembro!

Conteúdos desta página

  1. Enquadramento
  2. Boas práticas educativas
  3. Rúbrica "5 minutos de Educação"
  4. Boletins informativos

Enquadramento

O mês de setembro marca o regresso às rotinas e, para muitas famílias, marca também a preparação e o arranque de um novo ano letivo.

Pelo terceiro ano consecutivo, e porque este período pode representar um desafio tanto para alunos, como para pais e professores, a Câmara Municipal de Torres Vedras organizou o programa “Olá setembro! Um regresso à escola para todos”, com o objetivo de dedicar este mês à Educação, com iniciativas e atividades que tocaram todos os que compõem a comunidade educativa.

Este programa assumiu-se ainda como uma forma de fazer chegar informações úteis sobre o regresso à escola a todos os interessados, constituindo um elo de ligação entre todos os intervenientes neste processo.

Com início no dia 3 de setembro e término no dia 5 de outubro, data instituída pela UNESCO em 1994 como Dia Mundial do Professor, neste “Olá setembro!” pretendeu-se também realçar o importante papel desempenhado pelos professores na construção de oportunidades educacionais promotoras de inclusão e de emancipação social.

Assumindo, claramente, Torres Vedras como Cidade Educadora, também nesta edição se mobilizou toda a comunidade para a participação num programa que incluiu ações de sensibilização; apresentação do programa pedagógico dos Serviços Educativos do Município de Torres Vedras; ações de formação; visitas; reunião do Conselho Municipal da Educação; exposição de projetos de novos equipamentos escolares no concelho; debate no âmbito do projeto “Conversas com Pais”; jantar-tertúlia; entre outras atividades.


Boas práticas educativas 

Durante o mês de setembro foram publicados semanalmente, pelo jornal Badaladas, artigos sobre os projetos e iniciativas de educação em destaque no Concelho.


Um novo ano letivo

"O futuro não é o lugar para onde vamos mas o lugar que nós criamos. Os caminhos para lá chegar não são descobertos mas feitos (…)"

John Schaar

O início de um novo ano letivo é sempre (mais) uma oportunidade para renovar ideias, reafirmar projetos e manifestar desejos e preocupações que queremos partilhar com toda a comunidade, ao longo de todo o mês de setembro, com a preciosa colaboração do jornal Badaladas.

Como Cidade Educadora que nos orgulhamos de ser, presumimos a educação como transversal a todas as políticas da cidade e convocamos todos os cidadãos para a tarefa de educar, pelo que a generalidade dos projetos e programas sobre os quais nos iremos debruçar, assentam em parcerias com escolas, associações ou diversas outras entidades num trabalho reconhecido e que a todos dignifica.

A continuação da renovação do parque escolar do pré-escolar e do 1º ciclo é o desafio de maior impacto económico a ser levado a cabo até 2021 e, provavelmente o mais conhecido do grande público. Não é para menos se considerarmos que são cerca de 33 milhões de euros de investimento municipal a ser canalizado para as escolas básicas que serão construídas por todo o Concelho: no Turcifal, em Penafirme, em A dos Cunhados, no Ramalhal, na Silveira, na Freiria, no Maxial, no Sarge e finalmente, na cidade.

Vale a pena referir que, além de espaços interiores de qualidade, generosos, flexíveis, adaptados e adaptáveis às necessidades que as metodologias de aprendizagem e vivência escolar o requeiram, estes equipamentos obedecerão, todos, a princípios de sustentabilidade ambiental e económica que um município como Torres Vedras não pode ignorar – valorização dos métodos passivos de condicionamento térmico, reciclagem de águas de utilização diárias, uso de energia solar para aquecimento de águas, espaços ajardinados com plantas autóctones de baixo consumo hídrico…

Também os espaços exteriores estão a ser pensados de forma a serem mais desafiantes para as crianças e para os adultos que os acompanham. Em conjunto com a equipa do Professor Carlos Neto da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), especialista na área da motricidade infantil, estamos a planear espaços de jogo e recreio não tipificados, que estimulem a imaginação das crianças e que permitam o brincar mais livre com todos os benefícios que isso traz ao desenvolvimento integral da criança como hoje é advogado por especialistas de reconhecido mérito como o é o Professor Carlos Neto.

Mas… equipamentos educativos de qualidade não fazem, por si só, “uma boa escola”, nem alunos motivados para aprender, por muito desafiantes que os equipamentos e as tecnologias postas à sua disposição possam ser. São as pessoas e, em particular, os professores que farão sempre a diferença. São os professores que, quando entusiasmados com o seu trabalho, contagiam os alunos, são os professores que os desafiam a conhecer, a procurar, a serem melhores, a serem resilientes, a serem cultos, a serem éticos, a serem cidadãos. É bom não esquecer, por isso, que hoje, 60% dos professores (do pré-escolar ao secundário) tem, no mínimo, 45 anos de idade e, como tal, mais de metade destes docentes irão aposentar-se ao longo dos próximos 20 anos. É um problema nacional mas também local – em Torres Vedras a situação é equiparada à média nacional.

Urge criar políticas de valorização do papel do professor, urge valorizar a imagem pública do professor, urge atrair os melhores para a profissão – hoje, apenas 1,3%* dos candidatos ao ensino superior tem como objetivo a profissão docente e destes, muito poucos são “bons alunos”. É necessário, é urgente, que todos saibamos chamar a atenção dos decisores nacionais para este “problema de construção do futuro” e afirmarmos a educação como caminho para o bem comum.

Para todos, um excelente ano letivo de 2018/2019!         

Laura Rodrigues

Vereadora da Câmara Municipal de Torres Vedras com Pelouro de Educação

[Artigo publicado na edição nº 3270, página 2, do Jornal Badaladas de 7 de setembro, de 2018. *Onde se lê 13 % deve ler-se 1,3 % (estudo da OCDE publicado em junho, Effective Teacher Policies)]


Robótica para todos!

Campeões do Mundo! Quantos dos 308 municípios portugueses se podem orgulhar de terem na sua comunidade campeões mundiais? Poucos com certeza. Torres Vedras, no entanto, é um deles! Fruto de um trabalho que se iniciou há mais de uma década atrás, liderado pelo Professor Jaime Rei, e acompanhado de perto por uma vasta equipa de professores, auxiliares e alunos, o Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo colocou o nosso nome no topo mundial da robótica escolar. Singapura 2010 (campeões de mundo em dança robótica), Brasil 2014 (campeões do mundo de futebol robótico), China 2015 (campeões do muindo em busca e salvamento individual e onStage) e Japão 2017 (campeões de mundo em onStage, futebol robótico e busca e salvamento), foram alguns dos países onde mostrámos que somos realmente bons naquilo em que colocamos todo o nosso empenho e conhecimento.

Ao longo destes anos, a Robótica na S. Gonçalo foi deixando de ser um projeto de um carola para meia dúzia de alunos especialmente dotados e interessados nesta matéria. Fruto dos brilhantes resultados obtidos nas competições internacionais, mas também da forma como a robótica foi adotada como bandeira do agrupamento pela sua direção, a sociedade civil, com destaque para o Município de Torres Vedras, foi apoiando cada vez mais esta atividade, permitindo que a mesma fosse ganhando uma dimensão dificilmente perspetivada uns anos antes.

Para que os bons resultados fossem uma constante, mas especialmente para que cada vez mais alunos pudessem experienciar a introdução à robótica, no ano letivo de 2015/2016 foi pela primeira vez introduzida nas Atividades de Enriquecimento Curricular, nomeadamente nas turmas de 3º e 4º ano do Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, a atividade de robótica. Iniciando-se apenas em algumas turmas, hoje é uma realidade para todas as turmas de 3º e 4º ano do agrupamento, permitindo assim a mais de 700 alunos do 1º ciclo um primeiro contacto com o mundo da programação e da robótica.

Os frutos deste trabalho são também já bastante visíveis, entre eles, destacamos a construção de pequenos robôs em forma de carros ou bonecos, que auxiliam alunos com necessidades educativas especiais a desenvolverem diversas capacidades cognitivas ou a criação de um robô guia turístico para acompanhar os turistas na exploração da cidade de Torres Vedras. Estes projetos obtiveram o reconhecimento de entidades como a Fundação Ilídio Pinho e a Comunidade Intermunicipal do Oeste, dando inclusive origem à presença de um grupo de alunos da escola de 1º ciclo da Carvoeira na primeira edição do Campeonato Europeu de Robótica Júnior, que decorreu em Itália. A generalização da robótica pelas nossas crianças estava assim em marcha e já com a obtenção de excelentes resultados.

No entanto, os mais atentos podem já estar a questionar-se porque tudo se passa no âmbito do mesmo agrupamento de escolas? E os outros alunos? Não seria também importante que pudessem ter contacto com esta temática?

Claro que sim, claro que que seria imperioso potenciar o excelente trabalho realizado até aqui e levá-lo a um número cada vez mais superior de crianças do nosso Concelho. Nasce assim na Câmara Municipal um novo serviço educativo, denominado de “Robótica para Todos” este serviço não privilegia o agrupamento de escolas de S. Gonçalo, pelo contrário, destina-se essencialmente às restantes escolas públicas, às escolas privadas e às da rede solidária, independentemente do seu grau de ensino. Este ano letivo iniciaremos também atividades de robótica com os seniores, permitindo assim que as gerações mais antigas acrescentem mais uma experiência à sua já longa e rica vida. Mas também as famílias, ao sábado de manhã, podem aceder a esta oferta sedeada em pleno centro histórico da nossa cidade (Torres Vedras LabCenter). O círculo virtuoso está assim fechado, permitindo uma clara democratização no acesso a esta nova área de conhecimento, possibilitando que todos possam acrescentar algo mais ao seu currículo formal e informal.

Após termos participado com sucesso em inúmeros eventos nacionais e internacionais, era também chegada a hora de demonstrar que podíamos organizar em Torres Vedras, com igual sucesso, eventos de robótica. Assim, após dois eventos nacionais denominados de “Robô Oeste”, que juntaram em Torres Vedras mais de 50 equipas representantes de cidades espalhadas um pouco por todo o país, foi a vez, em 2018, de organizar o Festival Nacional de Robótica.

Entre workshops, competições de robótica (onStage, futebol, busca e salvamento, etc) e um evento científico com a participação de dezenas de especialistas nacionais e internacionais, passaram por Torres Vedras mais de 1.500 participantes oriundos de 21 países (México, Holanda, Alemanha, etc.). O Festival Nacional de Robótica, que contou com a visita do Sr. Presidente da República, permitiu assim demonstrar a enorme capacidade que os torrienses têm de organizar grandes eventos, sabendo equilibrar as questões técnicas e formais com um acolhimento afável como só nós sabemos fazer.

Em Torres Vedras, robótica é sinónimo de sucesso, de trabalho em rede, de parceria, de envolvimento da comunidade educativa, é, no fundo, um bom exemplo a seguir por todos nós. 

 

Rodrigo Ramalho

Chefe da Divisão de Educação e Atividade Física da Câmara Municipal de Torres Vedras

Fátima Mira

Professora coordenadora do Serviço Educativo "Robótica para Todos"

[Artigo publicado na edição nº 3271, página 2, do Jornal Badaladas de 14 de setembro, de 2018]


Missão Educar II - Professores em ação na Europa

Depois de um bem-sucedido projeto no âmbito do programa Erasmus+, o “Missão Educar – Professores em ação na Europa”, o Município de Torres Vedras restabelece a sua parceria com os quatro agrupamentos de escolas do Concelho para levar a cabo o novo projeto “Missão Educar II – Professores em ação na Europa”.

Assumindo um papel na educação que vai além das suas obrigações legais, o Município de Torres Vedras tem optado por investir em programas, parcerias e projetos potenciadores do sucesso educativo dos alunos, da prevenção do abandono escolar e da exclusão, da educação para a saúde, para a segurança e para a cidadania, estabelecendo, para o efeito, redes educativas e de recursos adequados para responder aos constantes desafios que a sociedade vai colocando.

Neste sentido, este projeto, que visa dar continuidade ao anterior, mantém como principais objetivos colmatar a necessidade de formação de educadores e professores do Concelho, promover práticas pedagógicas inovadoras, melhorar competências de gestão e direção escolar apelando à diversidade social, cultural e linguística.

Nesta nova edição, queremos seguir a linha de ação que está a ser implementada através de um outro projeto europeu coordenado pelo município, “Moving and Learning Outside”, um projeto de investigação-ação sobre a importância do jogo e da brincadeira ao ar-livre na promoção das aprendizagens das crianças em idade pré-escolar. De acordo com as todas as diretrizes internacionais sobre a prática da atividade física, as crianças em idade pré-escolar e 1º ciclo devem ser fisicamente ativas todos os dias (entre 1 a 3 horas). Jogar, recrear, descansar e participar da vida cultural e artística não são apenas direitos fundamentais de cada criança, são também promotores de benefícios sociais significativos (UNICEF, 2014) que contribuem para a aquisição de competências e aprendizagens.

Assim, as temáticas a que este projeto se dedica são distintas do anterior, tendo em mente desafios e áreas de intervenção específicas, como a aprendizagem ao ar livre/espaços exteriores, a importância do brincar no desenvolvimento de competências, a inovação curricular e combate ao insucesso escolar e a gestão escolar/liderança. Em concreto, e com uma subvenção atribuída de €17.366, está prevista a realização de mobilidades para 9 profissionais ligados à educação, dos quais 1 elemento da Divisão de Educação do Município de Torres Vedras e 8 docentes dos agrupamentos de escolas do concelho para realizar atividades de Job Shadowing (atividades de observação/acompanhamento em contexto laboral) e Cursos Estruturados (ações de formação) a serem desenvolvidas entre outubro de 2018 e maio de 2020.

Destinadas a docentes do pré-escolar ao ensino secundário e a membros das direções, a seleção dos participantes será feita com base em métodos e critérios definidos por cada membro do consórcio. Em relação aos países de destino, estão previstas mobilidades para os países nos quais predominam as boas práticas referentes aos temas, como a Estónia, Croácia, Noruega e País de Gales. 

Esta aposta na internacionalização da formação de docentes e gestores educativos com um consequente alargamento de horizontes e melhoria de práticas, enquadrada num projeto específico que abrange todo o território e os diversos agentes, não só traz impactos para os participantes e organizações, mas também fora destes, em todo o concelho de Torres Vedras.

Os impactos terão como grupo-alvo toda a comunidade educativa do concelho, incluindo-se aqui alunos e encarregados de educação. É para eles e com eles em mente que todo este projeto se desenvolve, com a intenção de promover o bom desenvolvimento dos futuros cidadãos torrienses e um percurso escolar de sucesso, que se paute pela igualdade de oportunidades no acesso a uma educação de qualidade.

 

Joana Monteiro

Técnica Superior da Divisão de Educação e Atividade Física da Câmara Municipal de Torres Vedras

[Artigo publicado na edição nº 3272, página 2, do Jornal Badaladas de 21 de setembro, de 2018]


O “recreio” das nossas escolas

Nós, assim como a generalidade dos países desenvolvidos, ambicionámos para a instituição escola um espaço (e um tempo) em que as nossas crianças e jovens se encontrassem em segurança. Erigimos vedações que impedem entradas e saídas não controladas, criámos soluções informáticas que nos informam sobre tudo aquilo que os nossos filhos comem, bebem ou compram, aumentámos o tempo de funcionamento das escolas para que os nossos filhos estejam devidamente “guardados” durante todo o dia, substituímos árvores e terra por brinquedos devidamente certificados e pisos sintéticos, ou seja, tentámos proteger as nossas crianças de tudo aquilo que pudesse ser imponderável e que pudesse ser do seu livre desígnio.

Os espaços exteriores escolares, vulgo recreios, são disso um exemplo paradigmático. Progressivamente, ao longo das últimas décadas, todos nós, municípios, ministério, pais, direções de agrupamentos de escolas e toda a comunidade educativa em geral, embarcámos numa cruzada para a redução do risco nos espaços exteriores escolares.

Substituímos as superfícies de impacto naturais por pisos sintéticos, alcatroámos (ou cimentámos) recreios porque as crianças se sujavam na terra e se magoavam nas pedras, terraplanámos recreios porque as crianças podiam cair nos terrenos inclinados e só não cortámos raízes de árvores (para evitar que as crianças nelas tropeçassem) porque também entendemos que já era demais (embora nos tenha sido solicitado)!

Aqui chegados, em conjunto com uma série de transformações sociais que observamos nas nossas comunidades (aumento do tempo de brincadeira passiva, do tempo passado em frente aos écrans, alteração dos hábitos alimentares, redução ou quase extinção da brincadeira de rua, e redução do contacto com espaços naturais), veio criar uma geração de crianças claramente menos habilitadas em termos motores, menos independentes, com menos capacidade de lidarem com dificuldades inesperadas, menos sociáveis, entre outros problemas que vamos observando no nosso dia a dia.

Por incrível que pareça, estudos recentes demonstram que cerca de 50% das nossas crianças não sabem saltar à corda ou andar de bicicleta, bem como cerca de 30% sofre de excesso de peso ou obesidade!

Parece então óbvio que temos de dar passos concretos para alterar esta situação. Muitos fatores poderão contribuir para a sua melhoria, no entanto, neste artigo, centraremos a nossa atenção naquilo que pode e deve ser feito no que toca aos espaços exteriores escolares. Alguns países e regiões como a Grã-Bretanha, a Austrália, o Canadá ou a Suécia, iniciaram já um caminho de introdução gradual do risco no recreio das suas escolas (https://www.nytimes.com/2018/03/10/world/europe/britain-playgrounds-risk.html?smid=fb-share).

Considerando o facto evidente de que estes espaços são espaços sempre controlados, onde o risco, apesar de tudo, poder ser moderado, bem como os benefícios do contacto com o risco ao nível da resiliência, da criatividade, da capacidade de resolução de problemas e da perseverança, tudo capacidades que serão absolutamente necessárias para toda a vida da criança, tem-se vindo a alterar profundamente os princípios da conceção dos recreios escolares.

Assim, o Município de Torres Vedras desenvolveu uma parceria com a Faculdade de Motricidade Humana – Centro de Estudos de Espaço de Jogo e Recreio, liderado pelo (re)conhecido Professor Carlos Neto, onde procuramos alterar o paradigma dos espaços exteriores escolares das futuras escolas básicas do nosso concelho.

O cimento dará lugar ao piso natural de erva e terra batida, criaremos declives onde as crianças podem deslizar e trepar, criaremos pequenos desníveis que permitam saltar (um comportamento tão natural nas crianças), acrescentaremos materiais móveis para que elas possam recriar o seu espaço de jogo e recreio todos os dias, em suma, tentaremos torná-lo mais natural, mais desafiante, mais rico em termos de experiências motoras e cognitivas.

Mas, paralelamente a esta mudança de paradigma, outras terão que acontecer para que a transformação para melhor seja um facto. Cada vez mais será necessário aceitar que as crianças se sujem a brincar no exterior, cada vez mais será necessário ter uma capa para a chuva e uns sapatos na escola para permitir que as crianças brinquem na rua com alguns chuviscos, cada vez mais será necessário valorizar o tempo e o espaço do recreio como algo de fundamental para o desenvolvimento global das nossas crianças, pois, é hoje uma evidência da investigação científica, que “as crianças que brincam mais no recreio também aprendem mais na sala de aula” (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/escola/criancas-que-brincam-mais-no-recreio-tambem-aprendem-mais-na-sala-de-aula).

À frase que citámos anteriormente, gostaríamos de acrescentar apenas que é nossa convição que as crianças que brincam mais, seja no recreio seja noutro espaço qualquer, são também crianças mais felizes e mais preparadas para os desafios da nossa sociedade.

 

Rodrigo Ramalho

Chefe da Divisão de Educação e Atividade Física da Câmara Municipal de Torres Vedras

[Artigo publicado na edição nº 3273, página 2, do Jornal Badaladas de 6 de setembro, de 2018]


Rúbrica "5 minutos de Educação"

Direcionada à comunidade escolar do concelho de Torres Vedras, a rubrica “5 minutos de Educação”, que consiste num programa em formato de entrevistas abordando assuntos gerais relacionados com a atividade docente, percorreu vários estabelecimentos de ensino do concelho de Torres Vedras para 5 minutos de conversa com professores e educadores neste início de ano letivo.

A rubrica “5 minutos de Educação resultou em 25 episódios, disponibilizados diariamente nas redes sociais, e contou a participação de 24 professores e educadores de várias escolas do Concelho. Com início no dia 3 de setembro, o programa chegou ao final no dia 5 de outubro, Dia Mundial do Professor, com a entrevista à Vereadora da Educação, Laura Rodrigues.

 

Entrevista a Isabel Costa, Educadora de Infância do Agrup. Escolas de São Gonçalo

Entrevista a Susana Correira, Professora de 1º Ciclo do Agrup. Escolas de São Gonçalo

Entrevista a Amélia Lourenço, Professora de Matemática do Agrup. Escolas de São Gonçalo

Entrevista a Pedro Cispim, Professor de Informática do Agrup. Escolas Madeira Torres

Entrevista a Maria João Ribeiro, Professora de Biologia e Geologia do Agrup. Escolas Madeira Torres

Entrevista a Cristina Santos, Professora de Portugês do Agrup. Escolas Madeira Torres 

Entrevista a Eduardo Frutuoso, Professor de História do Agrup. Escolas Henriques Nogueira

Entrevista a Lurdes Silva, Professora de Desenho do Agrup. Escolas Henriques Nogueira

Entrevista a Ana Miguel, Professora de Francês e Coordenadora do Centro Qualifica de Formação para adultos do Agrup. Escolas Henriques Nogueira

Entrevista a Helena Narciso, Professora de Inglês do Agrup. Escolas Padre Vítor Melícias

Entrevista a Isabel Mateus, Educadora de Infância do Agrup. Escolas Padre Vítor Melícias

Entrevista a Ana Luísa Santos, Professora de 1º Ciclo do Agrup. Escolas Padre Vítor Melícias

Entrevista a Eduardo Castro, Diretor da Escola Internacional de Torres Vedras

Entrevista a Cristina Botas, Diretora do Centro de Formação da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica - CENFIM

Entrevista a Guilherme Miranda, Professor de Geografia do Externtato de Penafirme

Entrevista a Marisa Marques Santos, Professora de Português e Inglês do Externato de Penafirme

Entrevista a Miguel Jorge, Professor de Educação Física do Externo de Penafirme

Entrevista a Marta Matos, Professora de Turismo, da Escola de Serviços e Comércio do Oeste (ESCO)

Entrevista a Ana Cristina Ferreira, Diretora da Escola Mundo da Criança 

Entrevista a Luísa Roque, Professora de Produção Animal, da Escola Profissional Agriciola Fernando Barros Leal

Entrevista a Helena Figueiredo, Educadora de Infância do Agrup. Escolas P. Vítor Melícias

Entrevista a Noémia Santos, Professora de Portugês do Agrup. Escolas Henriques Nogueira

Entrevista a Graça Mota, Professora de Matemática (aposentada) do Agrup. de Escolas Madeira Torres

Entrevista a Laura Rodrigues, Vereadora da Educação do Município de Torres Vedras


Boletins informativos

Porque queremos que os encarregados de educação das crianças e alunos do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico do Concelho iniciem este ano letivo com maior tranquilidade e mais esclarecidos, reunimos as principais informações sobre os projetos e programas de educação em boletins informativos. Esta informação, sempre disponível no Portal da Educação, chegará também aos encarregados de educação através das reuniões de início do ano letivo.

Agenda

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