Torres Vedras

COVID-19: Perguntas frequentes

Conteúdos desta página

  1. O novo coronavírus e a COVID-19
  2. A pandemia em Torres Vedras

O novo coronavírus e a COVID-19

 

  • Porque se fala em COVID-19 e em SARS-CoV-2?
    SARS-CoV-2 é o nome do novo coronavírus e significa Síndrome Respiratória Aguda Grave – Coronavírus – 2. COVID-19 (Coronavirus Disease) é o nome da doença e significa Doença por Coronavírus, fazendo referência ao ano em que foi descoberta, em 2019.

    Existe outro coronavírus que causa uma Síndrome Respiratória Aguda Grave, identificado em 2002 e denominado SARS-CoV. Por esse motivo, o novo coronavírus foi designado como SARS-CoV-2

 

  • Como ocorre a transmissão do SARS-CoV-2?
    Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), o SARS-CoV-2 pode transmitir-se de duas formas: de pessoa para pessoa por contacto próximo com pessoas infetadas (transmissão direta) ou através do contacto com superfícies e objetos contaminados (transmissão indireta).

    A transmissão por contacto próximo ocorre principalmente através de gotículas que contêm partículas virais que são libertadas pelo nariz ou boca de pessoas infetadas, quando tossem ou espirram, e que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo. As gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada e, desta forma, infetar outras pessoas quando tocam com as mãos nestes objetos ou superfícies, tocando depois nos seus olhos, nariz ou boca.

 

  • Qual é o período de incubação da doença?
    Estima-se que o período de incubação da doença (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) seja entre 1 e 14 dias.

 

  • Quais os sinais e sintomas associados à COVID-19?
    A Direção-Geral da Saúde (DGS) sublinha que os sinais e sintomas da COVID-19 variam em gravidade, desde a ausência de sintomas (pessoas assintomáticas) até febre (temperatura superior a 38.0ºC), tosse, dor de garganta, cansaço e dores musculares e, nos casos mais graves, pneumonia grave, síndrome respiratória aguda grave, septicémia, choque sético e eventual morte.

    Os dados mostram que o agravamento da situação clínica pode ocorrer rapidamente, geralmente durante a segunda semana da doença.

    Recentemente, foi também verificada anosmia (perda do olfato) e em alguns casos a perda do paladar como sintoma da COVID-19. Existem evidências da Coreia do Sul, China e Itália de que doentes com COVID-19 desenvolveram perda parcial ou total do olfato, em alguns casos na ausência de outros sintomas.

 

  • É possível transmitir a infeção mesmo antes de ter sintomas?
    Sim. Uma pessoa pode transmitir a infeção cerca de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas. No entanto, as pessoas são mais infeciosas durante o período sintomático, mesmo que os sintomas sejam leves e pouco específicos.

    Estima-se que o período infecioso dure entre 7 e 12 dias, em casos moderados, e até duas semanas, em média, em casos graves.

 

  • A COVID-19 é semelhante a uma gripe?
    Não. Embora os vírus que causam a COVID-19 e a gripe sejam transmitidos de pessoa para pessoa e possam causar sintomas semelhantes, os dois vírus são muito diferentes e não se comportam da mesma maneira, explica a Direção-Geral da Saúde (DGS).

    A doença COVID-19 é causada por um novo vírus que se designa SARS-CoV-2 e a gripe é causada pelo vírus influenza, que circula na população há muitas centenas de anos.

    Ao contrário do que acontece com a gripe, a população mundial não apresenta qualquer tipo de anticorpos protetores ou imunidade à COVID-19. Desta forma, toda a população é suscetível à doença. Enquanto existe uma vacina e antivirais específicos para o tratamento da gripe, o mesmo ainda não acontece para a COVID-19.

 

  • Quem tem COVID-19 fica imune à doença?
    Ainda não é possível confirmar se as pessoas infetadas com o SARS-CoV-2 desenvolvem imunidade protetora. O organismo humano pode ir ganhando anticorpos após a infeção e desenvolvimento da doença.

 

  • É verdade que a COVID-19 atinge maioritariamente os mais idosos?
    Pessoas de todas as idades, das mais novas às mais velhas, podem ser infetadas com o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Segundo a Direção-Geral da Saúde, existem, no entanto, grupos de risco que são mais vulneráveis, como:

    • Pessoas idosas

    • Pessoas com doenças crónicas: doença cardíaca, pulmonar, neoplasias ou hipertensão arterial, entre outras

    • Pessoas com compromisso do sistema imunitário (a fazer tratamentos de quimioterapia, tratamentos para doenças autoimunes (artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla ou algumas doenças inflamatórias do intestino), infeção VIH/sida ou doentes transplantados

 

  • Os fumadores estão em maior risco de doença grave por COVID-19?
    Não existem estudos que confirmem esta questão. No entanto, se um fumador já tiver problemas respiratórios ou cardíacos, isso pode contribuir para o agravamento da sua situação clínica, caso venha a ter COVID-19. Um fumador de longa data já apresenta alterações pulmonares que podem estar associados a quadros de pneumonia em caso de infeção por COVID-19.

 

  • As grávidas são mais suscetíveis à infeção ou têm maior risco de doenças graves, morbilidade ou mortalidade com a COVID-19?
    Não existe informação sobre a suscetibilidade de mulheres grávidas à COVID-19. As grávidas sofrem alterações imunológicas e fisiológicas que as podem tornar mais suscetíveis a infeções respiratórias virais, incluindo a COVID-19.

    Durante a gravidez, as mulheres também podem estar em risco de doença grave, morbilidade ou mortalidade em comparação com a população em geral, como observado em casos de outras infeções relacionadas com coronavírus e outras infeções respiratórias virais, como a gripe (influenza).

    As mulheres grávidas devem empenhar-se em ações preventivas habituais para evitar infeções, tais como lavar as mãos frequentemente e evitar as pessoas doentes, ou casos suspeitos que estejam sob vigilância. Devem respeitar a distância física recomendada entre pessoas.

 

  • O novo coronavírus pode propagar-se através do calçado?
    A probabilidade de a COVID-19 se propagar através do calçado e infetar indivíduos é muito baixa. Como medida de precaução, particularmente em casas onde bebés e crianças pequenas gatinhem pelo chão, poderá deixar o calçado à entrada de casa. Desta forma, estará a evitar o contacto com qualquer resíduo que possa ser transportado na sola dos sapatos.

 

  • As vacinas contra a pneumonia protegem do novo coronavírus?
    As vacinas contra a pneumonia, como a vacina pneumocócica ou a vacina contra doença invasiva por Haemophilus influenzae b (Hib), não protegem contra o novo coronavírus. Por ser um vírus novo e diferente, será necessário esperar pela sua própria vacina. Investigadores em todo o mundo, com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), estão empenhados em desenvolver uma vacina contra a COVID-19.

    Note-se que apesar das vacinas referidas não oferecerem proteção contra a COVID-19, a vacinação contra doenças respiratórias é altamente recomendada para proteger a saúde.

 

  • Os antibióticos podem prevenir ou tratar a COVID-19?
    Não, os antibióticos são dirigidos a bactérias, não tendo efeito contra vírus. A COVID-19 é provocada por um vírus, o SARS-CoV-2, e, como tal, os antibióticos não são efetivos na prevenção ou tratamento. O uso indevido e sem indicação médica de antibióticos poderá contribuir para o aumento das resistências a antimicrobianos (antibióticos) com efeito negativo para a saúde individual e coletiva.

 

  • E a hidroxicloroquina?
    Apesar de estarem a ser desenvolvidos vários estudos, ainda não existem medicamentos para o tratamento ou prevenção da COVID-19. Não há provas de que a hidroxicloroquina ou qualquer outro medicamento possa curar o prevenir a doença. O uso indevido de hidroxicloroquina pode causar complicações graves, podendo levar à morte.

 

  • A lixívia e outros desinfetantes ajudam a proteger contra a COVID-19?
    Nunca, em qualquer circunstância, ingira ou utilize lixívia ou outro tipo de desinfetante no corpo. Em caso de ingestão, estas substâncias podem causar envenenamento. Lixívia e desinfetantes podem, ainda, causar irritação e outros danos na pele e nos olhos.

    Lixívia e desinfetantes devem ser usados, unicamente, para desinfetar cuidadosamente as superfícies. Mantenha estas substâncias fora do alcance das crianças.

    O mesmo se aplica ao metanol (álcool metílico) e ao etanol (álcool etílico). Além de não tratarem do vírus, estas substâncias podem causar danos nos órgãos internos.

 

  • As temperaturas elevadas ajudam a combater o novo coronavírus?
    Não. A transmissão do novo coronavírus pode ocorrer independentemente da temperatura registada. O mesmo é verdade para a neve e baixas temperaturas.

    A melhor forma de se proteger da COVID-19 passa por higienizar as mãos frequentemente, evite levar as mãos aos olhos, à boca e ao nariz e manter distância física em relação a outras pessoas.

A pandemia em Torres Vedras

 

  • Qual a diferença entre a primeira vaga de COVID-19 e a que vivemos atualmente?
    A vaga de COVID-19 que o concelho de Torres Vedras atravessa atualmente é mais complexa do que a primeira. A primeira vaga decorreu no quadro do estado de emergência declarado em território nacional, com a maioria da população a sair de casa apenas para deslocações essenciais.

    Com o regresso à normalidade de vários setores de atividade, existem mais interações entre indivíduos de diferentes agregados familiares (não coabitantes), assim como maior número de deslocações pendulares. O atual contexto é, ainda, marcado pela necessidade de participar em reuniões familiares e de amigos, consequência do período de isolamento vivido pela população.

    Este aumento do número de interações faz com que o risco de transmissão do SARS-CoV-2 seja maior do que na primeira vaga no território do Concelho.

 

  • Em que situações existe maior risco de transmissão do novo coronavírus? E em que setores de atividade?
    A transmissão do SARS-CoV-2 decorre em múltiplos contextos, sendo que se verifica com maior frequência nos locais de trabalho e no seio dos agregados familiares.

    Existem várias situações em que o risco é mais elevado, como os locais de trabalho e a partilha de refeições e viagens de automóvel com não coabitantes.

    As reuniões familiares e de amigos, em particular entre não coabitantes, também são um cenário em que a transmissão pode ocorrer. O período de isolamento vivido pela população faz com que haja necessidade deste tipo de reuniões, em que, muitas vezes, são negligenciadas medidas de prevenção como o distanciamento físico.

    No que toca aos setores de atividade, uma das preocupações prende-se com as empresas de construção civil. Verifica-se, ainda, um maior risco de transmissão para os trabalhadores que prestam atendimento ao público.

    Note-se, no entanto, que existem casos de COVID-19 em empresas de diversos setores de atividade do Concelho.

 

  • Quais as recomendações à população para enfrentar esta vaga de COVID-19?
    É fundamental evitar aglomerados, ainda que em espaços privados ou em ambiente familiar. A utilização de máscara e o cumprimento da distância física assumem particular importância para evitar a transmissão do vírus, especialmente quando se está em contacto com não coabitantes. Além destas medidas, as recomendações à população passam pela adoção das medidas de higiene e etiqueta respiratória divulgadas desde o início da pandemia:

    • Tapar o nariz e a boca ao espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o cotovelo, nunca com as mãos) e deitar o lenço de papel no lixo

    • Lavar as mãos frequentemente e sempre que se assoar, espirrar ou tossir e após contacto direto com pessoas doentes

 

  • Quais são as características dos casos ativos de COVID-19 no concelho de Torres Vedras?
    A transmissão do SARS-CoV-2 tem ocorrido com maior frequência em pessoas na casa dos 30 e dos 40 anos, sendo nestas faixas etárias que se concentra a grande maioria dos casos de COVID-19 no Concelho.

    Refira-se que, até ao momento, não se têm registado casos de COVID-19 em lares. O trabalho diário de prevenção desenvolvido por estas entidades tem permitido reduzir o risco de transmissão junto dos utentes, evitando que algum surto ocorra naquele contexto.

    Vários casos de COVID-19 em indivíduos mais velhos decorreram do surto que aconteceu no Hospital de Torres Vedras, uma vez que são as pessoas que mais recorrem a cuidados de saúde naquela unidade.

 

  • Há muitos casos ativos a requerer internamento? E em cuidados intensivos?
    A primeira vaga de COVID-19 no Concelho contou com mais casos de internamento e de internamento em cuidados intensivos do que a vaga que vivemos atualmente. Esse número, no entanto, sempre foi baixo.

    Nem todos os casos confirmados de COVID-19 necessitam de internamento, desde que apresentem um quadro clínico ligeiro e estável, tenham condições para permanecer em casa e esteja garantido o acompanhamento da equipa de saúde no domicílio.

    A maioria das pessoas com COVID-19 apresentam sintomas leves ou moderados. A Direção-Geral da Saúde (DGS) aponta que 80% dos casos de COVID-19 apresentam doença ligeira, isto é, sintomas ligeiros, como febre, rinorreia (pingo no nariz), cefaleia (dores de cabeça) e mialgias (dores no corpo).

    Apenas 15% dos casos apresentam um quadro grave, com pneumonia, dificuldade respiratória, com necessidade de internamento e 5% podem eventualmente precisar de cuidados intensivos com necessidade de ventilação. A maioria dos óbitos são verificados nas pessoas mais idosas e com outras comorbilidades (outras doenças crónicas).

 

  • Como são obtidos os números da situação epidemiológica divulgada diariamente?
    A informação prestada diariamente à população insere-se no quadro da comunicação de risco de saúde pública e utiliza dados da autoridade local de saúde, sempre com o maior rigor e atualidade.

    A situação epidemiológica é constituída pelos seguintes fatores:

    • O número de casos confirmados representa o total acumulado de casos confirmados por teste de SARS-CoV-2 desde a chegada da COVID-19 ao Concelho.

    • Os casos são considerados ativos quando é detetado SARS-CoV-2 através de um teste. O número de casos ativos representa, por isso, o número total de infetados num determinado momento. Este número é obtido através da subtração de casos recuperados e de óbitos ao número de casos confirmados.

    • Os casos recuperados são todos aqueles que foram anteriormente confirmados mas que entretanto se tornaram assintomáticos e que realizaram um teste, tendo obtido resultado negativo (sem presença de SARS-CoV-2). O número apresentado é um total acumulado.

    • Os casos em vigilância são pessoas assintomáticas mas que tiveram contacto com pessoas infetadas. Estes podem estar em vigilância passiva (número não apresentado) se são contactos de baixo risco com pessoas infetadas e que fazem auto-monitorização de sintomas, ou podem estar em vigilância ativa se são contactos de alto risco que são acompanhados diariamente pela Unidade de Saúde Pública. Estes últimos são apresentados sob a forma de número atual de pessoas nessas condições.

    • As pessoas que apresentam sintomas de COVID-19 ou os casos em vigilância que passem a apresentar sintomas são classificados como casos suspeitos até ser obtido o resultado de um teste. O número é apresentado sob a forma de casos a aguardar resultado num determinado dia.

 

  • Que tipo de testes estão a ser efetuados à população?
    O teste de diagnóstico utilizado para deteção do vírus é o teste de PCR, que permite identificar portadores do vírus, quer estejam ou não doentes. Este teste pesquisa especificamente o novo coronavírus (SARS-CoV-2). A amostra é recolhida através de uma zaragatoa na nasofaringe.

    Já os testes serológicos verificam se um indivíduo tem anticorpos específicos para um microrganismo, sendo que apenas quem já contactou com o vírus poderá desenvolver anticorpos.

    Na atual fase que vivemos, a realização de testes serológicos não é indicada, uma vez que a transmissão e a circulação do novo coronavírus no território foi muito baixa. Caso fosse implementada uma testagem desse género, o número de “falsos positivos” seria muito maior do que os casos que estariam, de facto, positivos.

 

  • Tendo em conta o aumento de casos ativos, as medidas implementadas são suficientes?
    Verifica-se que existe transmissão do novo coronavírus em situações em que dificilmente as medidas das entidades públicas podem chegar: em ambiente familiar, deslocações em veículos particulares, situações de convívio, entre outros. A presença em festas, por exemplo, é completamente desaconselhada (mesmo que ao ar livre).

    Através destas situações, a transmissão poderá chegar muito rapidamente aos mais vulneráveis. Só a adoção de medidas responsáveis de proteção individual por parte de cada cidadão pode ajudar a resolver a situação.

Notícias / COVID-19

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