Torres Vedras

Fórum da saúde terminou com sessão dedicada aos cuidados primários no concelho

21.02.2017

Os “Cuidados de Saúde Primários em Torres Vedras: Acessos e Territorialidades” foi o tema da segunda e última sessão do fórum da saúde de Torres Vedras que debateu “O acesso à saúde: o estado dos serviços públicos” no Edifício dos Paços do Concelho, em manhãs de sábados de fevereiro.

Realizada no dia 18, esta sessão teve início com uma intervenção do presidente da Câmara Municipal, que abordando as intervenções municipais em espaços de saúde concelhios, que não são competência da organização que dirige, recordou as recentes obras realizadas em A dos Cunhados e Silveira, que antecederam as que terão lugar nos próximos anos na Ventosa, Ramalhal e Runa. Carlos Bernardes referiu ainda no seu discurso a dificuldade em se obter médicos para as unidades de saúde públicas concelhias, a sua intenção de proporcionar enfermeiros em todos os polos de saúde públicos do concelho e a necessidade da reorganização dos agrupamentos de centros de saúde da região.

De seguida, o moderador do debate, Joaquim Ribeiro, jornalista do Badaladas, fez um breve retrato dos cuidados de saúde no concelho e nomeadamente dos cuidados de saúde primários.

António Martins (diretor executivo do Agrupamento dos Centros de Saúde Oeste-Sul) foi o primeiro orador a usar da palavra, tendo anunciado que nos próximos anos o concelho vai contar com mais quatro unidades de saúde familiares.

Seguidamente David Rodrigues (diretor do Internato de Medicina Geral e Familiar do Agrupamento dos Centros de Saúde Oeste-Sul) abordou a questão da falta de médicos de família nesta zona do país, o que se deve, segundo ele, à opção de muitos em trabalhar no setor privado ou no estrangeiro.

O terceiro orador a usar da palavra foi Henrique Botelho (coordenador nacional para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários) que confirmou que o referido agrupamento de centros de saúde e o concelho são das zonas mais problemáticas do país em termos de cobertura de médicos de família.

Nas várias intervenções do público, o membro da Assembleia Municipal e anterior presidente da Câmara Municipal, José Augusto Carvalho, afirmou não compreender a situação de falta de médicos de família no concelho e as consequentes dificuldades ao nível dos cuidados de saúde primários, quando se está geograficamente muito próximo de Lisboa.

Já a vereadora da área do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal, Ana Umbelino, frisou a necessidade de se analisar as causas da falta de médicos nas unidades de saúde públicas concelhias tendo em conta o facto das privadas não o terem.

Presente nesta sessão esteve também o secretário de estado das Autarquias Locais e anterior presidente da Câmara Municipal, Carlos Miguel, que recordou que não é competência das autarquias assegurarem médicos para as suas comunidades, apesar de algumas o fazerem, explicando que essas competências têm de ser atribuídas às mesmas, sendo nesse caso premente a articulação com a administração central.

Em outras intervenções do público foram abordadas questões como a necessidade de articulação dentro do sistema de saúde de forma a melhorar a qualidade das urgências e o sucesso do Sistema Nacional de Saúde em algumas vertentes como a diminuição da mortalidade infantil e a atual qualidade dos médicos de família recém-formados.

As principais conclusões deste fórum serão tornadas públicas e compiladas num documento a enviar ao Ministério da Saúde.

Última atualização: 15.04.2019 - 17:31 horas
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