Torres Vedras

Centro de Artes e Criatividade

02.03.2017

O espaço do antigo Matadouro Municipal, localizado na encosta de São Vicente, a norte do rio Sizandro, vai ser requalificado e reconvertido, para nele se instalar o futuro Centro de Artes e Criatividade (CAC).

Trata-se de uma importante operação de regeneração urbana, assente na criação de uma nova centralidade urbana, capaz de remover as cicatrizes e os estigmas urbanos associados ao antigo Matadouro Municipal e de conduzir um processo de regeneração urbana assente na reabilitação do conjunto edificado, na interação física e vivencial com os espaços envolventes e em funções que reforcem a identidade e o sentimento de pertença das comunidades locais e que atraiam novos públicos e visitantes.

A solução preconizada, de um Centro de Artes e Criatividade, desenvolvido em torno da temática do Carnaval, constitui, antes de mais, uma solução ampla e longamente amadurecida, encontrando-se plenamente consolidada nos diversos instrumentos de natureza estratégica ou operativa que se desenvolveram para a área nas últimas décadas.

Prefigura-se, também, como uma solução cada vez mais atual e eficaz, atenta a crescente importância social e económica que a temática do Carnaval tem conquistado nos últimos anos, com reflexos sobre a sua capacidade para promover a inclusão social e o sentimento de pertença junto das comunidades, assim como de gerar e de promover o desenvolvimento do tecido económico local e municipal, o empreendedorismo e a inovação.

Em termos de solução arquitetónica e urbanística, o edifício principal do antigo Matadouro, que será reabilitado, é composto por dois corpos de piso único, unificados por uma fachada de composição classicizante e organizados segundo o eixo de simetria que se assume como entrada principal e princípio do percurso de visita.

Virtualmente em suspensão sobre este edifício, anuncia-se a presença do corpo que se prolonga até ao espaço esculpido pela antiga pedreira e que configura a nova praça, cuja génese formal – uma elipse – resulta da geometria que a "cratera" sugere. A definição da praça do CAC é assim protagonizada pela dimensão cenográfica da escarpa e completada pelo paramento elíptico do novo corpo, criando um extenso espaço envolvente e coberto junto ao solo.

O conjunto do edificado organizar-se-á em três níveis.

No piso térreo, e em contacto mais direto com o exterior, organizam-se o átrio, o espaço polivalente, as exposições temporárias e a loja. Esta área compreende ainda, além da receção, as instalações sanitárias associadas ao bengaleiro, diversas áreas técnicas e o centro de documentação.

No piso superior, no corpo suspenso sobre o edifício do Matadouro e até à praça, desenvolve-se a nave da exposição permanente, e, na sua continuidade, as reservas e os espaços administrativos.

No piso intermédio, implantam-se, por um lado, os espaços de receção de serviço e as instalações sanitárias e vestiários dos funcionários e, por outro, a área oficinal e a cafetaria, focos de vivência da praça que se associam também ao final do percurso da visita.

Entre o início e o final deste percurso situam-se um pequeno pátio, à cota da rua, parcialmente coberto e com uma forte relação com a cidade e o espaço público, sendo não só apropriado como extensão das exposições temporárias, mas também, quando necessário, como extensão da área de cafetaria, no piso superior.

 

 

 

NÚMEROS

 

Área: cerca de 4.000 m2

Valor: 3.652.941,18€ (cofinanciado em 85% pelo Programa Operacional Regional do Centro, Portugal2020 e União Europeia por intermédio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional)

Prazo: 2.º semestre de 2018