Torres Vedras

Energia

O Município de Torres Vedras aderiu, em Dezembro de 2010, ao Pacto de Autarcas. O Pacto de Autarcas é uma iniciativa da Comissão Europeia criada para que as autoridades locais e os seus cidadãos assumam a liderança na luta contra o aquecimento global. Todos os municípios signatários do Pacto assumem um compromisso voluntário e unilateral de ir além dos objetivos da União Europeia em termos de redução das emissões de CO2. O Pacto de Autarcas é um compromisso voluntário, sendo a adesão totalmente gratuita.

Os signatários do Pacto têm que reduzir as suas emissões de CO2 em mais de 20%, até 2020, através da eficiência energética e ações de energias renováveis. Para atingir este objetivo, as autoridades locais comprometem-se a:

  • Preparar um Inventário de Emissões;
  • Enviar um Plano de Ação da Energia Sustentável (SEAP), aprovado pela Câmara Municipal no ano seguinte à sua adesão oficial ao Pacto de Autarcas, e que define as medidas e políticas que irão implementar para atingir os seus objetivos;
  • Publicar regularmente - a cada 2 anos após a apresentação da sua SEAP - relatórios de execução indicando o grau de execução do programa e os resultados provisórios;
  • Promover as suas atividades e envolver os cidadãos/as partes interessadas, incluindo a organização dos Energy Local Days;
  • Disseminar a mensagem do "Pacto de Autarcas”, nomeadamente através do incentivo a outras autoridades locais para participar e contribuir para os grandes eventos da Iniciativa (Pacto Anual ou outras).
  • Os signatários aceitam a rescisão de membros no "Pacto de Autarcas”, no caso de não apresentação, em tempo, dos documentos técnicos (SEAP e relatórios de execução).

O caminho já percorrido pelo Município de Torres Vedras, no âmbito da sustentabilidade em geral e em particular na sustentabilidade energética, levou ao comprometimento para com este compromisso de medir e reduzir as emissões de CO2, contribuindo ativamente para combater as Alterações Climáticas. O Município de Torres Vedras reitera, assim, a sua convicção de que as ações locais são determinantes para a resolução do problema do aquecimento global e assume querer ter um papel ativo na sua resolução.

Ações

No domínio da produção de energia elétrica, o Município de Torres Vedras tem vindo a desenvolver esforços para a construção de unidades de produção de energias renováveis no seu território.

Presentemente contabilizam-se, no território municipal, 248 equipamentos produtores de eletricidade a partir de energias renováveis:

  • 57 torres eólicas, distribuídas por 12 parques eólicos, correspondentes a uma potência de 112 MW e a uma produção anual energética de 259 GWh, com uma renda para o município de 600.000 €;
  • 184 unidades de microgeração elétrica fotovoltaica (potência instalada de 650.26 kW);
  • 5 unidades de microgeração elétrica eólica (18.4 kW) e 2 unidades combinadas de microgeração elétrica (7.28 kW), o que corresponde a uma potência total de 675,94kW.

Destaca-se a instalação de 16 unidades de microgeração municipais, maioritariamente em escolas, com uma potência total instalada de 34.96kW. Em 2011, a energia total produzida por estas unidades foi de 53030 kWh.

Relativamente a ações tendentes à poupança energética, destacam-se as realizadas no ano de 2011:

  • Instalação de relógios astronómicos: foram instalados 255 relógios astronómicos em postos de transformação (o que representa cerca de 50% de toda a iluminação pública). Estima-se que com esta medida haja uma diminuição de cerca de 10% do consumo, o que representa uma poupança de cerca de 75.000€/ano e uma redução de aproximadamente 150tonCO2/ano.
  • Iluminação nos parques de estacionamento subterrâneos: no parque de estacionamento do Mercado Municipal foram desligadas 130 lâmpadas de 58W e no do Edifício Multiserviços da Câmara Municipal 142 de 58W, sem perder a iluminação necessária dos espaços. Com esta mediada a autarquia diminuiu a fatura energética em cerca de 6.200€/ano, o que a nível de consumo e emissões se traduz em reduções anuais de 62.000kWh e 13 tonCO2 respetivamente.
  • Otimização dos Circuitos de Transporte de Pessoal: tendo em conta os elevados custos relacionados com o transporte de pessoal, cerca de 68.000€ em 2011, e as emissões que advêm do consumo de gasóleo por parte da frota (cerca de 368 tonCO2 em 2011), a autarquia elaborou um estudo de otimização dos circuitos de transporte de pessoal, cuja aplicação em 2012 se estime que vá resultar em reduções significativas de consumo de combustível. A autarquia espera que já em 2012 os custos de combustível relativos ao transporte de pessoal sejam de apenas 30.000€ e que as emissões sejam à volta de 286 tonCO2.

 

Projetos

Rede ECOS

Em Outubro de 2008 foi efetuada a candidatura da “Rede ECOS – Energia e Construção Sustentáveis”, ao Programa das Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação” (RUCI), no valor total de 10 milhões €. Desta rede fazem parte, para além do Município de Torres Vedras, os Municípios de Beja, Moura, Óbidos, Peniche, Serpa e Silves.

Em Maio de 2009 a candidatura foi aprovada com uma taxa de financiamento de 65%.

A visão estratégica da rede pretende a construção de uma Eco Comunidade em rede, centrada nos domínios da energia e construção sustentáveis, que potencie a acumulação de conhecimento e a criação de produtos, serviços e soluções inovadoras e criativas, complementares entre si e replicáveis em diferentes locais, induzindo o desenvolvimento urbano, a emergência de novas funções económicas e a projeção internacional das cidades parceiras.

Os Projetos de Torres Vedras são a EcoUrbe de Santa Cruz, o Pólo Tecnológico Integrado das Energias Renováveis de Torres Vedras e o Novo Centro de Educação Ambiental.

  • EcoUrbe de Santa Cruz, com os seguintes objetivos:
    • Constituir o território de Santa Cruz como o primeiro pólo turístico de “emissões zero”;
    • Criar um laboratório urbano “vivo", funcionando igualmente como “montra”, que permita desenvolver, experimentar e testar novas tecnologias e conceitos nas áreas da energia e construção sustentável, funcionando como um centro de demonstração para a cidadania energética;
    • Sensibilizar os cidadãos para os problemas relacionados com as questões ambientais e, assim, estimular a adoção de comportamentos eficientes, a utilização racional de recursos, e a aplicação de sistemas de microgeração a partir de fontes de energia renováveis;
    • Atrair e fixar visitantes, profissionais, investidores e recursos humanos qualificados, assim como potenciar a implantação de novas empresas de base tecnológica associadas direta e indiretamente ao sector da energia.

  • Pólo Tecnológico Integrado das Energias Renováveis de Torres Vedras, com os seguintes objetivos:
    • Criação de condições para a investigação, desenvolvimento e teste de produtos e soluções inovadores na área das energias renováveis, com enfoque na energia eólica, solar, hidrogénio e biomassa, numa ótica integrada;
    • Aliar a atividade científica ao tecido empresarial local, de forma a estimular novas funções económicas, mais competitivas e de elevado potencial de exportação;
    • Atrair e fixar visitantes, profissionais, investidores e recursos humanos qualificados, assim como potenciar a implantação de novas empresas de base tecnológica associadas direta e indiretamente ao sector da energia;
    • Formação avançada de recursos humanos, contribuindo para o aumento de massa crítica local em termos de inovação e desenvolvimento;
    • Apoiar o desenvolvimento de projetos demonstradores que potenciem a projeção nacional e internacional da cidade de Torres Vedras.

  • Construção do Novo Centro de Educação Ambiental
    O Centro de Educação Ambiental trata-se de um edifício piloto de construção sustentável, que visa integrar um grande número de sistemas sustentáveis e bioclimáticos com os objetivos de:
    • Informar e educar as futuras gerações das possibilidades e vantagens de construir com respeito pelo ambiente;
    • Poupar recursos naturais, como a energia e a água, e diminuir a emissão de CO2 para a atmosfera;
    • Criar um edifício de classe energética A+ (Certificação de desempenho energético e da qualidade do ar interior).

Em termos energéticos, para além da contemplação de inúmeras soluções de desenho passivo, o edifício incorpora um sistema híbrido integrado de energias renováveis: solar térmico, solar fotovoltaico, gerador eólico, pilhas de hidrogénio, automação e gestão de energia.

Pretende-se que a energia produzida por fontes renováveis, não utilizada de imediato, seja armazenada através da produção de hidrogénio, por eletrólise da água. Quando a produção das fontes renováveis for insuficiente para as necessidades, o hidrogénio alimentará uma pilha de combustível, produzindo energia elétrica.


Roteiro tecnológico - EnergyIN

O EnergyIN e o Turismo 2015 apresentam o projeto "Roteiro Tecnológico" para mostrar o que de melhor o "Oeste Portugal" tem para oferecer, evidenciando as competências regionais e municipais nos setores da Energia e do Turismo.